Gente, segura essa: a novela da vida real que a gente mal consegue acompanhar ganhou um capítulo chocante nesta quarta-feira (4). Luiz Phillipi Moraes Mourão, mais conhecido nos bastidores como ‘Sicário’, faleceu após um incidente trágico na sede da Polícia Federal em Minas Gerais. E não estamos falando de um personagem qualquer, não! Sicário era uma peça-chave numa trama complexa, digna de série de streaming, que envolve nomes pesados, vigilância ilegal e muita, mas muita treta.
Mourão não era um zé ninguém. Pelo contrário! Ele era simplesmente o braço direito de ninguém menos que o banqueiro Daniel Vorcaro, uma figura que transita pelos corredores do alto escalão. E qual era a missão desse parceiro? Coordenar uma galera que, segundo as investigações, tava metida até o pescoço em vigilância ilegal, coação e espionagem de gente graúda – os famosos ‘alvos de alto escalão’. Pensa numa milícia privada com orçamento de gente grande e técnicas de James Bond (só que na ilegalidade, claro!).
Conhecido pelo apelido que já dizia muito sobre suas atividades, ‘Sicário’, Mourão estava no comando de um grupo batizado de ‘A Turma’. A missão principal dessa galera era clara: tocar ações de vigilância ilegal que davam medo, monitorar pessoas de forma quase obsessiva e, o pior, conseguir informações sigilosas de quem quer que fosse o alvo. E preparem-se para o choque orçamentário: essa milícia privada não operava no ‘barato’. As investigações apontam para um orçamento mensal de… pasmem! R$ 1 milhão! Isso mesmo, um milhão de reais por mês para financiar toda a parafernália criminosa e, claro, remunerar seus ‘colaboradores’. Pense só na estrutura que se montava com uma bolada dessas!
O modus operandi de ‘A Turma’ era algo que daria um baita roteiro de filme. Eles se organizavam principalmente através de um grupo de WhatsApp – sim, o mesmo app que você usa pra mandar meme. Mourão trabalhava lado a lado com um policial federal aposentado, o que já dá um nó na cabeça da gente. Juntos, eles mobilizavam equipes inteiras para extrair dados de alvos específicos. E eles não estavam de brincadeira! O grupo é suspeito de hackear bases de dados que, teoricamente, seriam impenetráveis. Estamos falando da própria Polícia Federal, do Ministério Público Federal e, pra cereja do bolo, até de órgãos internacionais como o FBI e a Interpol! Tipo, eles usavam credenciais de terceiros, se infiltrando em sistemas que a gente nem imagina que poderiam ser vulneráveis. É coisa de filme, mas rolou na vida real!
E quem eram os sortudos (ou azarados) na mira dessa galera? Basicamente, desafetos do grupo de Daniel Vorcaro. Entre os nomes que surgem nas investigações, estão uma ex-empregada e o famoso jornalista Lauro Jardim. Mas não para por aí! Mensagens interceptadas, que vieram à tona, mostram planos que beiravam o absurdo, como simular um assalto para agredir o jornalista Lauro Jardim. Dá pra imaginar o nível da paranoia e da ousadia, né? Apesar das ameaças explícitas e do monitoramento detalhado da rotina das vítimas – que dava até calafrio só de ler –, as agressões físicas, felizmente, não chegaram a ser consumadas. Ufa!
Mas, antes de se tornar o braço direito de Vorcaro e mergulhar de cabeça nessa vida de espionagem, Mourão já tinha uma ficha que não era das mais limpas. Lá pelos corredores do Ministério Público de Minas Gerais, ele já havia sido investigado. Os crimes? Atuar como agiota e se envolver em um esquema de pirâmide financeira que movimentou uma bolada de R$ 28 milhões entre 2018 e 2021. Naquela época, os b.o.s incluíam lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes contra a economia popular. Ou seja, ‘Sicário’ não era novato no mundo do crime, apenas deu um ‘upgrade’ nas suas atividades.
Do outro lado do ringue, a defesa de Daniel Vorcaro não ficou calada. Eles afirmam que o banqueiro tem o maior respeito pelo trabalho da imprensa e que as mensagens agressivas interceptadas foram, digamos, ‘tiradas de contexto’. Segundo a assessoria de Vorcaro, as frases não passavam de ‘desabafos em privado’ e ele jamais teria dado ordens para que qualquer tipo de agressão física fosse executada, seja contra jornalistas ou qualquer outro cidadão. Aquele clássico ‘quem nunca, né?’, só que com proporções bem mais graves.
A morte de ‘Sicário’ na sede da Polícia Federal adiciona mais uma camada de mistério e tragédia a essa história já tão intrincada. O caso continua desenrolando, e cada nova informação parece mais um plot twist em uma série que a gente não consegue parar de assistir. O que fica é a reflex reflexão sobre o poder da informação, os perigos dos bastidores e até onde certas tramas podem levar. É a vida real, mas com ares de ficção!
Fonte: [POLÍTICA] Gazeta do Povo