[VÍDEO] Abaixo-assinado pede saída de Erika Hilton da Comissão da Mulher

Um abaixo-assinado, amplamente divulgado nas redes sociais, levantou fortes críticas à escolha da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados. O documento já mobilizou quase 126 mil signatárias, que manifestam veementemente sua “discordância” com a decisão do Legislativo.

As autoras do manifesto argumentam que a presidência do colegiado deve ser ocupada por uma parlamentar cuja atuação seja “estritamente alinhada à defesa das prerrogativas das mulheres baseadas na distinção de sexo”. Elas enfatizam que a Comissão da Mulher foi originalmente estabelecida pelo Congresso para debater pautas intrinsecamente relacionadas às mulheres biológicas, abrangendo suas realidades social, laboral e de saúde.

Um dos pilares da contestação reside na chamada “divergência de pautas”. O abaixo-assinado sustenta que a liderança da comissão exige um histórico voltado exclusivamente à defesa de demandas femininas fundamentadas na distinção biológica de sexo. Nesse contexto, o documento aponta a necessidade premente de priorizar temas específicos, tais como a saúde da mulher, o combate intransigente à violência doméstica e a ampliação da representação política feminina, pautas consideradas essenciais para o público-alvo da comissão.

Adicionalmente, o manifesto aborda o que seus autores denominam “equilíbrio de representação”. Segundo o documento, a liderança da comissão deveria ser um reflexo direto das prioridades da maioria do eleitorado feminino. É ressaltado que o Congresso Nacional já dispõe de diversas comissões, frentes parlamentares e outros espaços institucionais dedicados ao debate de pautas relacionadas à população LGBTQIA+, o que, para os signatários, reforça a necessidade de a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher manter seu foco nas demandas das mulheres “enquanto categoria biológica e social”.

O abaixo-assinado culmina com uma solicitação formal a líderes partidários e ao presidente da Câmara dos Deputados para que atuem na revisão da escolha da presidência do colegiado. James Benson, autor do manifesto, expressa sua avaliação de que a decisão atual “fere os direitos das mulheres”, reiterando a urgência de reavaliar o alinhamento da liderança da comissão com seu propósito fundacional.

A eleição de Erika Hilton para o cargo gerou uma onda de reações nas redes sociais. Em resposta às críticas, a deputada declarou publicamente que, embora os opositores possam “espernear” ou “latir”, ela permanecerá à frente do colegiado. A parlamentar reafirmou seu compromisso em conduzir debates e ações voltadas para a defesa dos direitos de todas as mulheres, demonstrando firmeza diante da controvérsia gerada por sua posse.

Fonte: POLITICA – Revista Oeste

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