Trump Comenta Alerta do FBI sobre Ameaças do Irã

O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, veio a público para se manifestar sobre um alerta emitido pelo FBI, o qual indicava a possibilidade de um ataque surpresa orquestrado pelo Irã. O comunicado, datado do final de fevereiro, detalhava que a agência de inteligência havia obtido informações sugerindo a eventualidade de drones serem lançados a partir do mar contra alvos não especificados na Califórnia. Essa ação retaliatória estaria condicionada a um avanço em ataques militares por parte de Washington contra o país do Oriente Médio.

Apesar de o aviso não fornecer detalhes precisos sobre a data, o método exato, os alvos específicos ou os responsáveis diretos, o documento enfatizava a existência de indícios robustos de uma intenção iraniana de retaliação, utilizando veículos aéreos não tripulados. A hipótese central levantada pelas autoridades de segurança envolvia o uso de embarcações posicionadas próximas à costa para lançar os drones em direção ao território americano. Tal estratégia seria notável por explorar a vasta e vulnerável faixa litorânea da Califórnia, um dos estados mais populosos e economicamente importantes dos EUA.

Questionado por jornalistas em Washington, Donald Trump confirmou que o caso está sob investigação ativa. “Está sendo investigado, mas muitas coisas estão acontecendo e tudo o que podemos fazer é lidar com elas à medida que surgem”, declarou. Anteriormente, o ex-presidente havia expressado otimismo, mencionando ter “boas notícias no front da guerra” e afirmando que o Irã estava “sendo absolutamente dizimado”, embora sem fornecer detalhes adicionais quando pressionado pela imprensa.

Paralelamente, o governador da Califórnia, Gavin Newsom, utilizou as redes sociais para informar que não tinha conhecimento de ameaças iminentes no momento, assegurando que estava em “coordenação constante com autoridades de segurança e inteligência”. A discussão também se expandiu para a presença de supostas células adormecidas ligadas ao Irã em solo americano. Ao ser questionado sobre o tema, Trump criticou a política de fronteiras do governo Biden e afirmou: “Fui informado, e muitas pessoas entraram durante o governo Biden, com sua fronteira aberta estúpida. Mas sabemos onde a maioria deles está, estamos de olho em todos eles, eu acho”.

Relatórios recentes do Departamento de Segurança Interna (DHS) reforçam as preocupações, indicando que dois líderes religiosos iranianos emitiram fatwas em persa, conclamando muçulmanos globalmente a vingar a morte de uma importante liderança do regime. As autoridades alertam que a retórica oficial e as mensagens online que incitam represálias aumentam o risco de ações por extremistas violentos simpáticos ao regime. Além disso, uma transmissão internacional, repetindo “Tavajjoh! Tavajjoh!” (atenção em persa) seguida por uma sequência numérica, levantou suspeitas, com especialistas comparando sua estrutura a transmissões criptografadas da Guerra Fria, potencialmente funcionando como gatilho operacional para agentes no exterior.

Enquanto as tensões se intensificam internamente nos EUA, o impacto do conflito também se manifesta no Golfo Pérsico. Desde 28 de fevereiro, mais de 1.700 mísseis e drones foram lançados contra os Emirados Árabes Unidos, com mais de 90% interceptados. Contudo, alguns atingiram áreas sensíveis como o Aeroporto Internacional de Dubai e o consulado dos Estados Unidos, resultando em mortes e feridos, e levando milhares a deixar a região. A professora Jessie Moritz, da Universidade Nacional da Austrália, e o professor Fawaz Gerges, da London School of Economics, concordam que o Irã visa desestabilizar o comércio global ao atingir Dubai, considerado um epicentro da globalização e da economia ocidental, impondo um custo global por ameaças ao seu regime.

Fonte: CURIOSIDADES – Misterios do Mundo

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