Badi Assad lança álbum ’35 Anos Musicais’

A renomada violonista, cantora e compositora paulista Badi Assad, que completará 60 anos em 2026, anuncia o lançamento de seu novo álbum, “35 anos musicais”, agendado para 2 de junho. O trabalho é concebido como uma “autobiografia sensorial”, fugindo de uma retrospectiva meramente cronológica para explorar a vivência da artista em sua trajetória.

Apesar do título, a contagem de 35 anos não se alinha estritamente com o lançamento de seu primeiro álbum, “Dança dos tons”, de 1989, que completa 37 anos. A artista enfatiza a profundidade de sua jornada pessoal e profissional, descrevendo sua experiência em um poema-manifesto que acompanha o disco: “Entre palcos e estradas, aeroportos e silêncios, fui atravessando geografias visíveis e invisíveis. De cidade em cidade, de país em país, mas, sobretudo, de dentro pra dentro”. Este lançamento ocorre apenas sete meses após seu trabalho anterior, “Parte de tudo isso”, de 2025.

Conhecida por uma obra que se destaca pela sonoridade singular, Badi Assad combina canto, violão, percussão corporal e vocalizações. No álbum “35 anos musicais”, ela costura 12 faixas que foram gravadas em diferentes momentos e estúdios, algumas em sessões presenciais e outras com colaborações realizadas à distância, refletindo a diversidade de sua jornada musical.

O disco se apresenta como um trabalho de intérprete, onde Badi Assad se dedica exclusivamente a explorar o rico repertório da música brasileira. A única canção que se desvia do formato mais tradicional é “Básica” (Tatiana Cobbett, 2002), representando a composição mais recente do compilado. As demais faixas são temas profundamente enraizados na memória popular nacional, revelando a maestria da artista em revisitar clássicos.

A viagem musical proposta por Badi Assad abrange desde a centenária toada caipira “Tristezas do Jeca” (Angelino de Oliveira, 1926) até o clássico contemporâneo “Desde que o samba é samba” (Caetano Veloso, 1993). Em sua seleção, a artista resgata a valsa da era do rádio “Boa noite, amor” (José Maria de Abreu e Francisco Matoso, 1936), imerge no universo de Dorival Caymmi com “Canção da partida (Suíte do pescador)” (1957), percorre a iluminada “Estrada do sol” (Antonio Carlos Jobim e Dolores Duran, 1958) e mergulha no samba “A banca do distinto” (Billy Blanco, 1959).

O repertório de “35 anos musicais” também presta homenagem a ícones da MPB dos anos 1970, incluindo sucessos como “Comportamento geral” (Gonzaguinha, 1972), “Joana Francesa” (Chico Buarque, 1973), “Ponta de areia” (Milton Nascimento e Fernando Brant, 1974) e “Linha de passe” (João Bosco, Aldir Blanc e Paulo Emílio, 1979).

Para completar a jornada sonora do álbum, Badi Assad apresenta um medley com dois temas de domínio público, “Se essa rua fosse minha” e “Fui no tororó”, fechando com chave de ouro a celebração de seus “35 anos musicais”.

Fonte: Cultura e Arte – G1

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