A modelo Paris Jackson, filha do lendário Michael Jackson, conquistou uma significativa vitória judicial em uma ação movida contra os gestores do vasto patrimônio de seu pai. A decisão, que repercutiu amplamente, permite que ela recupere mais de US$ 625 mil, o equivalente a cerca de R$ 3 milhões, que haviam sido destinados a escritórios de advocacia como bônus.
A controvérsia central girava em torno da alegação de Paris Jackson de que tais pagamentos não haviam recebido a aprovação adequada, levantando questões sobre a conformidade e a transparência na administração do espólio. A batalha legal culminou em uma decisão favorável, reiterando a necessidade de procedimentos claros e autorizados para desembolsos financeiros de grande porte.
Documentos obtidos pela revista “People” detalham a determinação judicial: “A objeção da Sra. Jackson aos pagamentos de bônus no valor de US$ 625 mil realizados no segundo semestre de 2018, é acatada. Os pagamentos de bônus não são aprovados; são indeferidos. Os valores deverão ser devolvidos ao espólio.” Os bônus em questão foram direcionados aos empresários John Branca e John McClain, que exercem a função de administradores do patrimônio do icônico artista.
A sentença não apenas exige a devolução dos valores, mas também concede a Paris Jackson o direito ao reembolso dos honorários advocatícios e das custas processuais que incorreu durante o litígio. Em resposta à decisão, os advogados que representam o espólio de Michael Jackson emitiram um comunicado, afirmando que, apesar de “discordarem da decisão, a respeitam totalmente e planejam seguir em frente de acordo com ela,” sinalizando uma postura de acatamento legal.
Para um porta-voz de Paris Jackson, em declaração à “People”, a vitória representa um marco crucial. Ele ressaltou que a modelo “sempre esteve focada no que é melhor para sua família e que essa decisão é uma enorme vitória para eles.” O comunicado ainda enfatizou a importância da transparência e responsabilidade financeira: “Depois de anos de atraso, a família Jackson finalmente terá as medidas de transparência e responsabilidade financeira pelas quais Paris tem lutado.”
O comunicado não poupou críticas à gestão do patrimônio, pontuando que “O patrimônio dos Jackson deveria ser uma entidade prudente e fiscalmente responsável que apoia a família Jackson, não um fundo para ajudar John Branca a viver suas fantasias de magnata de Hollywood.” A declaração também denunciou o uso de “táticas sexistas e agressivas” contra a beneficiária, exigindo que John Branca reconheça seus erros e atue no melhor interesse da família, a quem deve um dever fiduciário de proteção. Além de Paris, seus irmãos Prince, de 29 anos, e Bigi, de 24, são também beneficiários do espólio.
Fonte: Cultura e Arte – G1