Acusado de estupro monitorava rotina de nutricionista

O homem acusado de invadir um apartamento de luxo em Barueri, na Região Metropolitana de São Paulo, e tentar estuprar a nutricionista Jéssica Soares, de 35 anos, revelou durante a ação que o crime era uma “fita dada” e que ele já monitorava a rotina da vítima. Wellington de Oliveira Santos, que estava em liberdade condicional e possui um histórico de condenações por estupro, tráfico internacional de pessoas e exploração sexual, foi detido em flagrante pela Guarda Civil Municipal após a corajosa resistência da vítima.

A entrada de Wellington no edifício foi facilitada por uma distração na segurança do condomínio, permitindo que ele invadisse o imóvel. O apartamento, segundo investigações, encontrava-se com a porta destrancada porque o namorado da nutricionista havia saído pouco antes e, sem chaves, deixou-a aberta para seu retorno. A vítima conseguiu se safar após uma luta de mais de 20 minutos, utilizando técnicas de jiu-jitsu, habilidade que se mostrou crucial para sua defesa em um momento de extremo perigo.

Após sua prisão, Wellington buscou clemência durante sua audiência de custódia. Ele implorou ao magistrado para responder ao processo em liberdade, alegando estar sob o efeito de bebidas alcoólicas no momento do crime e apresentando justificativas de ordem pessoal, como a necessidade de cuidar de um filho pequeno e de seu pai idoso. “Eu te imploro aí, doutor. Eu cuido do meu pai, eu cuido do meu filho. Sou só eu e meu pai em casa para trabalhar”, declarou o suspeito em seu apelo.

Contudo, o argumento não comoveu a Justiça. O juiz converteu a prisão em flagrante em preventiva, considerando a medida essencial para garantir a preservação e a segurança da vítima. A investigação da Polícia Civil detalha que o criminoso conseguiu acessar o condomínio passando por baixo da catraca de segurança e pegou o elevador diretamente para o andar de Jéssica, indicando um planejamento prévio da ação.

Jéssica relatou ter acordado com o agressor em seu quarto, fingindo estar armado. Ela descreveu com detalhes o momento de sua reação imediata: “Como ele estava em cima de mim, eu consegui jogar o pé na cama, fazer uma elevação de quadril e jogar ele pra trás. Ele caiu e me puxou de novo, eu dei um soco nele”, afirmou a nutricionista, que possui prática em artes marciais, demonstrando a importância de seu treinamento para a autodefesa.

Após conseguir desvencilhar-se do agressor, Jéssica correu para o corredor do prédio e pediu socorro. Vizinhos prontamente saíram de seus apartamentos e, em um ato de solidariedade, conseguiram imobilizar o homem até a chegada das autoridades. A polícia agora concentra esforços na identificação de possíveis facilitação interna ou vazamento de informações que possam justificar a expressão “fita dada” utilizada pelo criminoso, que permanece sob custódia da Justiça.

Fonte: BAND JORNALISMO

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