Desastre Iminente: Seu Negócio Está Realmente Seguro?

As projeções de longo alcance para a temporada de furacões de 2026 indicam um cenário potencialmente mais tranquilo. Contudo, essa aparente calmaria não deve ser interpretada como um sinal para a complacência, mas sim como uma janela crucial para que as empresas aprimorem e ensaiem seus planos de emergência antes da chegada da próxima tempestade. Esta foi a mensagem enfática transmitida por líderes de segurança de algumas das corporações mais vitais e vulneráveis da Flórida, incluindo Florida Power & Light, Tampa General Hospital e Tampa Electric Co., durante um recente painel de discussão.

“Testem esses planos. Eles podem parecer ótimos no papel e preencher todos os requisitos, mas se não forem testados, provavelmente não funcionarão como esperado”, alertou Erinn Skiba, diretora sênior de segurança pública do Tampa General. A fala de Skiba e de outros painelistas no webinar do Conselho de Segurança da Câmara de Comércio da Flórida sobre prontidão e recuperação pós-furacão ressaltou a imperatividade da prática. O teste de planos de preparação envolve uma série de exercícios, como simulações de mesa, treinamentos e ensaios gerais de incidentes de grande porte, garantindo que funcionários e gestores compreendam seus papéis e as opções disponíveis quando uma crise se manifesta.

A efetividade desses ensaios pode resultar em uma significativa redução de perdas e reivindicações de seguros, abrangendo danos à propriedade, interrupção de negócios e até mesmo compensações trabalhistas. A experiência do Tampa General Hospital serve como um testemunho vívido da importância da preparação. Situado em uma ilha na Baía de Tampa, a poucos metros acima do nível do mar, o hospital implementou, a partir de 2019, barreiras de inundação AquaFence em sua instalação principal. Essas barreiras provaram sua eficácia em um teste real, resistindo a uma onda de tempestade de 1,5 metro durante o Furacão Helene em 2024, conforme detalhado por Tony Venezia, vice-presidente de segurança pública do hospital.

No entanto, a lição aprendida não se limitou ao sucesso da estrutura principal. “Algumas das coisas que tiramos disso foi quantos outros edifícios externos temos e que também precisamos protegê-los”, acrescentou Venezia, destacando a necessidade de uma abordagem abrangente que se estenda a todas as estruturas e operações, não apenas às mais óbvias.

Os painelistas estenderam suas recomendações com outras lições e melhores práticas essenciais para empresas situadas em rotas potenciais de furacões ou outros eventos extremos. A prioridade na relação com os funcionários é assegurar que eles e suas famílias estejam totalmente preparados, pois a segurança familiar impacta diretamente a capacidade de trabalho. A comunicação eficaz é outra pedra angular: fornecer atualizações regulares antes, durante e após o evento, sendo transparente sobre a incompletude das informações e estabelecendo redundâncias para sistemas de telefone que possam falhar.

A presença visível de lideranças no local durante e após um evento crítico foi enfatizada. Executivos do Tampa General, por exemplo, serviram refeições aos trabalhadores durante furacões anteriores, enquanto a liderança da Florida Power & Light visitou áreas atingidas. Líderes devem conhecer o plano, mas também serem capazes de adaptar-se rapidamente a circunstâncias mutáveis. Adicionalmente, planos de transporte de backup devem ser testados para o caso de estradas ou pontes serem fechadas, e estoques extras de suprimentos críticos devem ser mantidos, considerando que fornecedores podem ter tempos de recuperação diferentes.

A análise avançada também se destaca como uma ferramenta valiosa. Considerar o uso de programas de inteligência artificial para examinar todos os aspectos da preparação e recuperação, analisar dados para entender o impacto das tempestades nas operações e até mesmo contratar um gerente de emergência dedicado são passos recomendados. A partilha de melhores práticas e lições aprendidas com outras organizações completa o ciclo de aprimoramento contínuo. Finalmente, a equipe deve focar nos impactos locais de uma tempestade e os planos devem ser revisados e ajustados anualmente, pois a tecnologia avança e as circunstâncias mudam, garantindo que os programas de preparação e recuperação permaneçam relevantes e eficazes, conforme reiterou Venezia.

Fonte: *Google Trends*

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