Alerta aos trabalhadores: Fim da jornada 6×1 pode ser votado em maio, diz presidente da Câmara; impacto bilionário divide opiniões

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, trouxe uma notícia bombástica para os trabalhadores brasileiros: a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa acabar com a jornada de trabalho 6×1 pode ser votada no Plenário já em maio! Motta garantiu que a proposta está sendo construída com “responsabilidade” e que todos os impactos estão sendo cuidadosamente avaliados, o que, segundo ele, torna a aprovação “viável”.

Em entrevista recente, Motta fez questão de negar qualquer “briga por protagonismo” com o governo federal. Ele esclareceu que o encaminhamento da proposta à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e, em seguida, a uma comissão especial, é apenas uma busca pelo “canal legislativo correto”. “A ideia é dar voz a todos os impactados e, a partir daí, avançar numa pauta que atenda à larga maioria da população brasileira”, reforçou o presidente da Câmara.

Motta enfatizou a necessidade de um “diálogo amplo” com todos os setores envolvidos para mensurar os impactos da mudança, garantindo que o processo ocorra “sem atropelos, sem ideologias”. Apesar dos debates, ele reconheceu a PEC como uma “proposta justa e adequada aos novos tempos das relações de trabalho”. “Penso que é justo um tempo de qualidade para a família, para a saúde, momento de lazer, e essa PEC traz essa discussão”, declarou o líder da Casa.

Vale destacar que a CCJ tem a missão de analisar a admissibilidade de duas propostas que tramitam juntas: a PEC 8/25, de autoria da deputada Erika Hilton (Psol-SP), e a PEC 221/19, apresentada pelo deputado Reginaldo Lopes (PT-MG).

Mas nem tudo são flores! Um estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgado nesta semana, joga um balde de água fria na discussão, alertando para os possíveis custos bilionários. Segundo a CNI, a redução da jornada de trabalho para até 40 horas semanais poderia custar entre R$ 178,2 bilhões e R$ 267,2 bilhões por ano, representando um impacto de até 7% na folha de pagamentos das empresas.

A projeção da CNI aponta que os setores mais impactados seriam a indústria da construção e as micro e pequenas empresas industriais. Dos 32 setores industriais analisados, nada menos que 21 veriam seus custos elevados acima da média, independentemente das estratégias adotadas para manter a produção. Atualmente, a jornada predominante no Brasil é de 44 horas semanais.

Fonte: [NOTICIAS] CANAL RURAL

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