Lideranças de caminhoneiros em diversas regiões do Brasil estão se articulando para uma potencial paralisação nacional nos próximos dias. A mobilização é uma resposta direta ao persistente aumento no preço do diesel e à percepção de que as medidas governamentais são insuficientes para conter a escalada dos custos de combustível, impactando drasticamente a categoria.
A decisão de avançar com o movimento foi tomada em uma reunião realizada esta semana em Santos, no litoral paulista. Wallace Landim, conhecido como Chorão e presidente da Abrava, confirmou o consenso entre as lideranças estaduais, ressaltando, contudo, a necessidade de seguir os trâmites legais e definir uma data oficial. Landim criticou a volatilidade dos preços do diesel e exigiu maior fiscalização governamental sobre distribuidoras e revendedoras.
Dados recentes do painel ValeCard corroboram a gravidade da situação, indicando que o diesel S-10 acumulou alta de 18,86% e o diesel comum mais de 22% desde o final de fevereiro. Este cenário é parcialmente atribuído às tensões geopolíticas no Oriente Médio, que afetam diretamente o mercado internacional de combustíveis. Apesar da articulação, a adesão ainda não é unânime, com algumas entidades rurais ainda em processo de consulta às suas bases.
A categoria expressa insatisfação com a falta de avanços concretos nas conversas com o governo, apesar de contatos recentes com a Casa Civil. A estratégia inicial prevê uma paralisação voluntária das atividades, com motoristas optando por não transportar cargas, visando evitar bloqueios de rodovias. No entanto, Landim não descartou a possibilidade de medidas mais drásticas caso as reivindicações não sejam atendidas, alertando para possíveis “dificuldades nas estradas” para aqueles que optarem por circular durante uma eventual greve.
Fonte: gazetabrasil.com.br