Uma nova e intensa onda de frio está prestes a varrer o centro-sul do Brasil no início do mês de julho. Meteorologistas alertam para a chegada de uma poderosa frente fria acompanhada de uma massa de ar polar que promete derrubar as temperaturas, trazendo consigo não apenas o frio, mas também a possibilidade de chuvas intensas e tempestades em diversas regiões. Este evento climático, aguardado com atenção, marca os primeiros dias do mês com um cenário de instabilidade e baixas temperaturas.
O avanço da frente fria teve início nesta semana, mas seu real impacto será sentido com o reforço nos primeiros dias de julho. À medida que o sistema frontal se desloca para o oceano, uma massa de ar polar de maior intensidade ingressa no continente, elevando o potencial para um novo episódio de frio rigoroso. As regiões Sul, parte do Sudeste e do Centro-Oeste são as mais suscetíveis a sentir os efeitos desta incursão polar, que promete alterar significativamente o padrão climático.
Nesta quarta-feira, dia 1º, o processo de intensificação se iniciou, com as instabilidades sobre o Sul do Brasil ganhando força. Isso resultou em chuvas intensas e tempestades nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Durante o período da noite, o ar polar começou a atuar com maior vigor no Rio Grande do Sul, onde o frio foi potencializado pela condição ventosa que se espalhou por todo o estado, marcando o início da queda acentuada das temperaturas.
A quinta-feira, dia 2, testemunhou o reforço da frente fria por meio da formação de um ciclone extratropical sobre o oceano, na altura da Região Sul. Embora este processo possa desorganizar as chuvas ao longo do dia, os alertas para precipitações fortes e tempestades pontuais foram mantidos. Especialmente no leste e norte de Santa Catarina e no leste do Paraná, o risco de chuvas intensas persistiu. Enquanto isso, o ar polar consolidou sua presença sobre o Rio Grande do Sul, com temperaturas que variaram entre 7 e 13°C durante a tarde, e se estendeu ao oeste e regiões do Planalto e Serra de Santa Catarina.
Um aspecto notável da quinta-feira foi a capacidade da massa de ar polar de penetrar profundamente no continente, alcançando a Argentina, o Paraguai e, impressionantemente, a Bolívia, com ventos de sul chegando até Rondônia, oeste do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, provocando o fenômeno da friagem. No período noturno, a incursão do ar polar intensificou-se ainda mais no Sul do Brasil, resultando em temperaturas mínimas notáveis, inclusive valores negativos nas regiões de Serra. Nas demais áreas do Rio Grande do Sul, as temperaturas oscilaram de 3 a 7°C; em Santa Catarina, de 5 a 14°C; e no Paraná, de 10 a 19°C. No Sudeste, as mudanças começaram no sul de São Paulo no final da noite, com chuvas intensas e tempestades na divisa com o Paraná.
A sexta-feira, dia 3, foi o dia da grande transformação climática em parte do Sudeste. A frente fria, agora mais fraca e atuando de forma costeira, trouxe tempo nublado e chuva fraca para grande parte do estado de São Paulo (com exceção do oeste) e para o Rio de Janeiro. Além das precipitações, o frio se destacou, com o leste de São Paulo podendo registrar temperaturas de apenas 10°C no meio da tarde. No Centro-Oeste, o sistema frontal causou aumento da nebulosidade, mas sem potencial para chuvas.
No Sul do Brasil, por outro lado, o tempo firme predominou sob a influência direta da massa de ar polar, que proporcionou temperaturas de 1 a 2°C mais baixas na madrugada, favorecendo patamares negativos nas localidades de Serra e Planalto. As demais regiões do Rio Grande do Sul (com exceção do leste), o oeste de Santa Catarina e o sul do Paraná registraram temperaturas próximas de 0°C. Em suma, a sexta-feira, dia 3, se configurou como um dos dias mais frios do ano, com grande probabilidade de ser o ponto culminante desta semana em termos de intensidade do frio.
Fonte: *Google Trends*