O governo da Bahia, liderado por Jerônimo Rodrigues (PT), efetuou um total de 207 pagamentos ao Banco Master, de propriedade de Daniel Vorcaro, somando R$ 49,2 milhões entre os anos de 2023 e fevereiro de 2026. A maior parte desses repasses, especificamente R$ 47,4 milhões, foi registrada apenas em 2024, vinculada a operações de antecipação de precatórios do Fundo de Desenvolvimento da Educação Fundamental (Fundef), conforme dados do Portal da Transparência do estado revelados pelo jornal O Globo.
Os precatórios do Fundef são valores resultantes de decisões judiciais que condenaram a União a complementar recursos a estados e municípios devido a erros de cálculo no Valor Mínimo Anual por Aluno (VMAA) entre 1997 e 2006. Em resposta, o governo baiano esclareceu, por meio de nota ao jornal, que os pagamentos não configuram contratação direta, mas sim a antecipação de créditos por servidores da educação que possuem direito a esses precatórios, sendo o estado um mero intermediador do pagamento.
A conexão entre o Banco Master e o PT da Bahia é reforçada pela figura do empresário Augusto Lima, conhecido como Guga Lima, que esteve à frente da área de crédito consignado da instituição, onde o CredCesta representava parcela significativa do faturamento. Lima, que ingressou na sociedade do então Banco Máxima em 2020 e deixou o Master em maio de 2024, posteriormente obteve autorização do Banco Central para adquirir o Banco Voiter, renomeado Banco Pleno, onde concentrou operações de crédito consignado, incluindo o CredCesta.
Contudo, o cenário é obscurecido por indícios de irregularidades em mais de 250 mil contratos de consignados associados ao Banco Master. Tais casos incluem suspeitas de contratações realizadas sem a devida autorização dos beneficiários, levantando sérias questões sobre a transparência e a legalidade das operações financeiras envolvidas.
Fonte: claudiodantas.com.br



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