O consagrado compositor Chico Buarque endossa o álbum de estreia do grupo Escafandristas, um quarteto carioca formado para celebrar a vasta obra do artista. O grupo, composto por Alice Passos (voz, flauta, violão e percussão), Luisa Lacerda (voz e violão), Renato Frazão (voz e baixo) e Thiago Amud (voz e violão), surgiu em 2024, ano em que Chico Buarque completou 80 anos, com o propósito de interpretar suas canções em um show que estreou em outubro.
A iniciativa dos Escafandristas, com arranjos e direção musical de Amud, rapidamente alcançou o próprio homenageado. Após assistir a uma apresentação privada do show na casa de sua filha mais nova, Luísa, Chico Buarque manifestou seu apreço pela proposta do grupo. A positiva repercussão do espetáculo catalisou a decisão de gravar um álbum, cujo processo de produção teve início em julho de 2025 no estúdio da renomada gravadora Biscoito Fino.
O aguardado primeiro trabalho fonográfico do grupo Escafandristas está previsto para ser lançado em junho de 2026. O quarteto, cujo nome foi inspirado em um verso da canção “Futuros amantes” (1993), apresenta um repertório robusto com 15 músicas de Chico Buarque, revisitando clássicos e composições significativas do mestre da MPB.
A validação do projeto por parte de Chico Buarque se manifesta de forma concreta em uma participação especial no disco. O compositor empresta sua voz à gravação do samba “A volta do malandro” (1985), conferindo um toque de autenticidade e prestígio ao trabalho. Esta colaboração ressalta a importância e o impacto da obra de Buarque, que continua a inspirar novas gerações de artistas.
Além da marcante presença de Chico Buarque, o álbum conta com outras participações ilustres. O cantor Giuliano Eriston colabora na interpretação de “Brejo da Cruz” (1984), enquanto o poeta e dramaturgo Ruy Guerra, parceiro de longa data de Chico, contribui com a declamação de um poema de sua autoria na faixa “O que será” (1976), enriquecendo a tessitura artística do disco.
Um momento singular e emocionante do álbum é a reunião das cinco netas de Chico Buarque – Cecília, Clara, Irene, Lia e Teresa Buarque – que se juntaram em estúdio pela primeira vez para entoar “As minhas meninas” (1987). Essa participação familiar inédita adiciona uma camada de afeto e continuidade à homenagem, reforçando o legado musical e cultural de Chico Buarque através das gerações.
Fonte: Cultura e Arte – G1