A língua portuguesa, com sua riqueza e complexidade, frequentemente apresenta armadilhas para falantes e escritores. Erros comuns, que muitas vezes passam despercebidos, podem comprometer a clareza e a credibilidade da comunicação. A especialista Verônica Bareicha desvenda sete deslizes frequentes, oferecendo explicações diretas para que você possa aprimorar seu domínio da norma culta.
Entre as confusões mais habituais, destacam-se as variações de termos como “clipe” e “clipes”, onde a forma correta no plural em português é “clipes”, seguindo a flexão da palavra. Similarmente, a distinção entre “embaixo” (advérbio de lugar) e “em baixo” (adjetivo que qualifica o substantivo, como em “em baixo tom de voz”) é crucial. A mesma lógica se aplica a “encima” (forma do verbo encimar) e “em cima” (advérbio de lugar, antônimo de embaixo), demandando atenção para o contexto de uso.
As questões de concordância numérica e expressões de tempo também geram dúvidas. A especialista elucida que a concordância com “milhão” ocorre a partir de dois, sendo “1,5 milhão” a forma correta, não “1,5 milhões”. No que tange ao horário, a expressão adequada é “meio-dia e meia”, referindo-se à metade da hora que se segue, e não ao gênero do número do meio-dia.
Por fim, a crase, tema de vasta complexidade, é abordada em deslizes específicos. Bareicha enfatiza que a crase não deve ser utilizada antes de pronomes indefinidos, como em “a todos” (sem crase), nem antes de palavras masculinas, como em “a prazo” (também sem crase), ao contrário de “à vista”. Dominar essas distinções é fundamental para uma escrita e fala precisas e elegantes, evitando falhas que podem ser facilmente corrigidas com um pouco de atenção.
Fonte: NOTICIAS – Pleno News



Publicar comentário