Chocante: Rota Mata Suspeito em Operação Ligada a Ataque a Tenente!

Em um desdobramento que intensifica as investigações sobre o atentado ao policial militar Ronickson Pimentel dos Santos, de 39 anos, um homem apontado como suspeito de participação indireta no crime foi morto em um suposto confronto com agentes das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota). O incidente ocorreu na manhã desta quarta-feira (1º), no Jardim Guaianazes, zona leste da capital paulista, conforme informações divulgadas pela corporação.

O capitão da Rota, Hillen Diniz, detalhou a operação em entrevista concedida no Palácio da Polícia, explicando que a ação teve início após o recebimento de uma denúncia que indicava a possível ligação do indivíduo com o ataque ao tenente. As equipes, munidas das informações fornecidas pela população através do Disque Denúncia, conseguiram localizar o veículo utilizado no crime e, ao tentar a abordagem, foram recebidas a tiros pelo suspeito. Segundo o capitão, o homem não resistiu aos ferimentos provocados pela troca de disparos.

Paralelamente, durante a madrugada do mesmo dia, as forças policiais conseguiram encontrar um Renault Logan branco, veículo crucial na empreitada criminosa contra o tenente Pimentel. O carro foi localizado estacionado na rua Benjamin de Barros, na mesma região, encoberto por uma lona cinza que chamou a atenção dos agentes. Após a verificação da placa, confirmou-se que se tratava do automóvel envolvido no atentado. O veículo passou por perícia no local e foi encaminhado ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) para análises mais aprofundadas.

As investigações apontam para uma certeza sobre a participação do Logan no crime. “Nós temos imagens em que o indivíduo [possível atirador], que sobe na garupa da moto, ele sai de dentro desse Logan branco. Então, nós já temos essa certeza de que o indivíduo sai do Logan. O Logan está 100% envolvido com a moto”, afirmou o capitão Hillen. A polícia agora se debruça sobre imagens de câmeras de vigilância para determinar se o veículo teve um papel também no planejamento, monitorando os percursos do tenente antes do ataque, uma das hipóteses em apuração. A motivação do crime e a possível participação de organizações criminosas permanecem desconhecidas, mas a certeza é de um crime planejado com antecedência.

O tenente Ronickson Pimentel, irmão de Eloá Pimentel — jovem cujo assassinato em 2008 chocou o país —, continua internado no Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André. Ele foi submetido a uma complexa cirurgia neurológica de emergência após ser baleado na cabeça no último sábado (27). Notícias recentes indicam sinais positivos de melhora, com a equipe médica iniciando a diminuição da sedação. Entre os avanços, destacam-se a menor necessidade de medicação para suporte da pressão arterial e uma boa resposta ao tratamento neurológico, além de ausência de febre e funcionamento adequado dos demais órgãos.

O ataque ao PM ocorreu na manhã de sábado, quando Pimentel, à paisana e em uma motocicleta, estava parado em um semáforo na avenida Goiás, em São Caetano do Sul. Dois homens em outra moto se aproximaram e efetuaram os disparos. O tenente pertence ao 1º Batalhão de Polícia de Choque, a Rota, conhecida como tropa de elite da Polícia Militar paulista. A Justiça de São Paulo já havia decretado a prisão temporária de dois homens, de 40 e 52 anos, sob suspeita de terem prestado apoio logístico à ação, atuando de forma coordenada com os executores e utilizando veículos para acompanhar a motocicleta usada no atentado antes e depois dos disparos.

Documentos obtidos pela Folha corroboram a complexidade da empreitada criminosa, evidenciando um “alto grau de organização e periculosidade”, com planejamento prévio, divisão de tarefas e estratégias de evasão. Este novo desdobramento, com a morte de um suspeito, adiciona mais um capítulo a uma investigação que se mostra cada vez mais intrincada, buscando desvendar todos os envolvidos e as motivações por trás deste atentado brutal contra um membro da corporação.

Fonte: *Google Trends*

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