Em 2026, com o auge do período chuvoso, pecuaristas lidam com a dualidade de pastos fartos e infraestrutura comprometida. Alexandre Foroni, zootecnista e consultor de Rondônia, enfatiza que o excesso de umidade pode transformar investimentos em suplementação em prejuízos financeiros e sérios riscos sanitários. A chave para evitar problemas? Atenção redobrada com cochos e acessos.
Foroni destaca que o maior perigo imediato da chuva sobre os cochos é a intoxicação aguda. Quando a água dissolve a ureia do suplemento, cria-se uma solução altamente tóxica que pode ser fatal para os animais em pouco tempo. Além disso, suplementos molhados podem empedrar ou fermentar, levando o gado à rejeição do trato.
Cuidados Essenciais
Produtos autorreguláveis, como sal mineral adensado ou proteinados, exigem cochos cobertos. Somente dietas de alto consumo, que são ingeridas rapidamente, podem ser oferecidas em cochos descobertos, desde que possuam drenagem eficiente. Segundo Foroni, a melhor formulação perde seu valor se o animal não consegue acessar o alimento. O solo encharcado ao redor dos pontos de trato é um gargalo operacional grave.
Para recriadores, o uso eficiente das águas é crucial para reduzir o custo do bezerro comprado. O sal adensado se torna a principal ferramenta nesse período, fornecendo proteína, energia e aditivos que ajustam a flora ruminal, otimizando a extração de energia do capim verde.
Suplementação e Sanidade
O foco da suplementação durante as á chuvas é nutrir as bactérias do sistema digestivo. Aditivos como ionóforos selecionam bactérias benéficas, aumentando a digestibilidade da fibra do pasto abundante. Mesmo ao trocar de suplemento dentro da mesma marca, é fundamental uma transição gradual de no mínimo nove dias, utilizando proporções de dois por um, um por um e um por dois. Essa estratégia evita o choque na flora intestinal e garante que o animal mantenha o ganho de peso durante a mudança.
Fonte: Canal Rural