A Copa do Mundo de 2026, com seu número recorde de 48 seleções participantes, promete uma complexidade inédita na definição dos confrontos da fase eliminatória. A incerteza sobre quem o Brasil poderá enfrentar após a fase de grupos, caso se classifique, levou o g1 a consultar especialistas para desvendar a lógica matemática por trás dos duelos. A nova estrutura do torneio não apenas classifica os dois primeiros colocados de cada grupo, mas também os oito melhores terceiros lugares, introduzindo uma nova etapa: os “16 avos de final”.
Esta expansão do torneio para 48 países significa que 32 seleções avançarão para o mata-mata, tornando o caminho para a final significativamente mais intrincado. Embora possa parecer um sorteio aleatório, a Federação Internacional de Futebol (Fifa) utiliza conceitos de análise combinatória para prever e organizar todos os cenários possíveis. A consulta a professores de matemática revelou que a chave para entender as múltiplas possibilidades reside na aplicação da combinação, onde a ordem dos times no ranking dos terceiros lugares não altera a natureza da seleção dos grupos que terão representantes.
Para o Brasil, os possíveis adversários variam conforme sua posição na fase de grupos. Se a seleção brasileira terminar em primeiro lugar, enfrentará o segundo colocado do Grupo F. Caso se classifique em segundo lugar, o desafio será contra o primeiro colocado do Grupo F, que pode incluir equipes como Holanda, Suécia ou Japão, conforme projeções iniciais. Estes cenários para as primeiras e segundas posições são mais diretos, seguindo as tabelas pré-definidas do regulamento.
A verdadeira complexidade surge com a classificação em terceiro lugar. Das 12 seleções que terminam em terceiro em seus respectivos grupos, as oito melhores avançam com base no desempenho (vitórias, empates, gols). Após a identificação desses oito terceiros colocados, a Fifa precisa determinar quais grupos estarão representados. A análise combinatória, utilizando o conceito de fatorial, mostra que há 495 formas diferentes de formar um grupo de oito seleções a partir de 12, cada uma correspondendo a uma sequência específica de confrontos. Por exemplo, em um cenário hipotético, o 3º colocado do grupo do Brasil poderia enfrentar o vencedor do Grupo A, enquanto em outro, seria o vencedor do Grupo E.
O regulamento da Fifa, em seu Artigo 12.6, já define uma série de jogos fixos para as primeiras rodadas, independentemente dos terceiros classificados. No entanto, a inclusão dos terceiros lugares e a metodologia combinatória servem ao propósito de evitar repetições imediatas de confrontos da fase de grupos, visando um torneio mais equilibrado e dinâmico. Essa abordagem matemática garante que, mesmo diante de um número massivo de combinações, cada duelo seja o resultado de um planejamento estratégico para a emoção do esporte.
Fonte: *Google Trends*