No coração da Paraíba, mais precisamente em Prata, uma história inusitada e inspiradora ganha destaque: a de Giselle, uma cabra que desafia as expectativas e se consagra como uma verdadeira campeã. Criada no aconchego do quintal de casa, Giselle, aos nove anos de idade, ostenta o impressionante título de “cabra de ouro” após colecionar mais de mil troféus em competições por todo o Brasil.
Longe de ser um animal comum, Giselle é avaliada por critérios rigorosos em suas disputas: sua notável capacidade reprodutiva e a excepcional produção de leite, que chegou a impressionantes 10 litros diários. Essas características não apenas a destacam nas arenas de competição, mas também a elevam ao patamar de um ícone da caprinocultura nacional, comprovando a excelência de sua genética e manejo.
A relação entre Giselle e seu criador, Erivaldo Vieira, carinhosamente conhecido como Fita, transcende a simples rotina do campo. Desde o seu nascimento na propriedade, Giselle desempenhou um papel crucial na formação e no renome do rebanho de Fita, que hoje é uma referência invejável na região. Essa conexão profunda e o valor inestimável do animal são tão evidentes que uma proposta de R$ 80 mil pela campeã foi prontamente recusada pelo criador.
“Giselle é inegociável, é um xodó, não sai daqui não. [Mas] a proposta foi muito tentadora”, confessou Fita, revelando o apego e o carinho que sente pela sua “cabra de ouro”. A recusa demonstra não apenas o valor financeiro, mas, acima de tudo, o valor afetivo e o legado que Giselle representa para a família e para a história da criação em Prata.
A grandiosidade das conquistas de Giselle é tamanha que Erivaldo Vieira dedicou um espaço especial em sua residência. Um cômodo foi construído exclusivamente para abrigar a vasta coleção de troféus e medalhas, um verdadeiro santuário que testemunha a trajetória vitoriosa dessa cabra extraordinária. Cada prêmio ali guardado é um capítulo da saga de Giselle, a cabra que transformou um quintal paraibano em um palco de campeões e se tornou um exemplo de sucesso e dedicação no agronegócio brasileiro.
Fonte: GLOBO RURAL