Documentário sobre Bolsonaro estreia com baixa adesão

O documentário “A Colisão dos Destinos”, que traça a trajetória de Jair Bolsonaro desde sua infância até a Presidência da República, teve sua estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (15/5) com uma notável baixa adesão do público. A produção, que busca aprofundar a narrativa sobre a vida do ex-presidente, enfrenta desafios significativos em sua chegada às telonas.

Apesar de estar em cartaz em salas de cinema distribuídas por 17 estados brasileiros, o documentário demonstra pouca presença nas grandes redes exibidoras do país. Nas capitais São Paulo e Rio de Janeiro, por exemplo, o filme não está disponível para o público, limitando seu alcance em mercados cruciais. No estado de São Paulo, as 16 salas que exibem a produção estão localizadas exclusivamente fora da capital, enquanto no Distrito Federal, o filme é exibido em apenas dois cinemas situados em regiões do entorno.

A distribuição do longa-metragem se mostra pulverizada, com nove salas em Santa Catarina, sete no Rio Grande do Sul, e cinco no Espírito Santo, na Bahia e em Minas Gerais. Ceará, Goiás e Paraná contam com quatro salas cada, Pernambuco com duas, e Rio Grande do Norte, Roraima e Rondônia com apenas uma sala. Os principais grupos exibidores envolvidos, como Grupo Cine, Grupo GNC, Cine Gracher, AFA Cinemas, Cine Plus e UCI Orient, não figuram entre as maiores redes exibidoras do país, o que corrobora a dificuldade de acesso do filme a um público mais amplo.

O longa-metragem acompanha a vida privada do ex-presidente por meio de depoimentos de familiares, amigos e aliados políticos, incluindo seus filhos Carlos, Eduardo e Flávio Bolsonaro. Em meio à recepção modesta, o diretor Doriel Francisco utilizou as redes sociais para expressar seu ponto de vista, afirmando não ter investido em divulgação, mas denunciando um suposto boicote ao filme. Ele menciona um cerceamento do direito do público de conhecer e formar opinião sobre Jair Bolsonaro, o que adiciona uma camada de controvérsia à estreia.

Feito com recursos próprios do cineasta, “A Colisão dos Destinos” chega às telas em um momento de debate intenso sobre outras produções relacionadas a Bolsonaro. A estreia ocorre em meio ao imbróglio envolvendo Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, apontado como financiador de “Dark Horse”, uma ficção que também aborda a carreira do ex-presidente. Francisco reiterou o caráter independente de sua obra: “Foi um projeto feito na raça, sem financiamento público, apenas com coragem, dedicação e o apoio de uma equipe que doou seu tempo de forma voluntária para transformar esse sonho em realidade.”

Fonte: Entretenimento – Metropoles

Deixe um comentário