Dólar DESPENCA para R$ 5,20: O Segredo Chocante por Trás da Reviravolta no Mercado!

O dólar registrou uma queda expressiva pelo segundo dia consecutivo no mercado doméstico, aproximando-se da marca de R$ 5,20. Nesta terça-feira, a moeda norte-americana encerrou o dia em baixa de 0,57%, cotada a R$ 5,2000, mesmo diante de um cenário internacional marcado por incertezas e a ausência de desescalada no conflito no Irã e Oriente Médio.

A surpreendente recuperação do apetite por risco no exterior foi um dos fatores preponderantes para o recuo do dólar, impulsionando a moeda brasileira. O real destacou-se entre as divisas emergentes com melhor desempenho frente ao dólar, ao lado do florim húngaro e do novo shekel israelense. Operadores de mercado apontam para uma possível entrada de recursos estrangeiros na bolsa doméstica e os efeitos benéficos dos leilões de recompra de títulos pelo Tesouro como contribuintes para essa valorização.

Apesar do movimento de baixa recente, especialistas alertam para a persistência de um ambiente de incerteza. Ricardo Chiumento, head da Tesouraria do BS2, ressalta que a valorização do real não indica uma tendência de longo prazo para a taxa de câmbio. Contudo, a atratividade das operações de carry trade e o diferencial de juros entre Brasil e EUA, com a expectativa de manutenção da taxa do Federal Reserve e corte da Selic pelo Copom na ‘Superquarta’, podem mitigar impactos negativos futuros.

No entanto, novos focos de apreensão surgiram no cenário doméstico, como a possibilidade de uma greve nacional de caminhoneiros, o que gerou um aumento na percepção de risco local no final do pregão. Adicionalmente, as cotações do petróleo voltaram a subir, impulsionadas pelas incertezas no Estreito de Ormuz, onde se escoa uma parcela significativa da produção global, elevando os temores inflacionários e mantendo a volatilidade elevada no mercado global.

O índice DXY, que mede o dólar frente a uma cesta de moedas fortes, também operou em queda, refletindo a dinâmica global. O Goldman Sachs, por sua vez, projeta uma normalização do fluxo pelo Estreito de Ormuz até o fim de abril e vê o real com espaço para rápida reversão em um cenário de arrefecimento do conflito, beneficiando-se de preços de energia mais altos e do carrego elevado, que atua como amortecedor contra novas depreciações.

Fonte: BAND JORNALISMO

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