A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) moveu uma ação judicial nesta quinta-feira, 12/03, solicitando a suspensão imediata do ‘Programa do Ratinho’, transmitido pelo SBT. A medida foi tomada em resposta a declarações de cunho transfóbico proferidas pelo apresentador Ratinho durante uma exibição ao vivo do programa. Este incidente gerou uma forte reação, levando a parlamentar a buscar reparação legal e uma sanção exemplar contra a conduta discriminatória veiculada em um canal de concessão pública.
Paralelamente à ação judicial, a deputada Hilton revelou ter recebido um pedido formal de desculpas de Daniela Beyruti, presidente da emissora e filha de Silvio Santos. Em uma ligação detalhada, Beyruti expressou a visão do grupo, argumentando que o ocorrido foi um “caso isolado do apresentador Ratinho” e que tal comportamento não representa a postura do SBT e do Grupo Silvio Santos. Apesar do pedido de desculpas, a deputada confirmou ao portal Leo Dias que solicitou ao Ministério das Comunicações uma suspensão de 30 dias para o programa, reforçando a seriedade do caso.
De acordo com informações divulgadas pela Folha de S. Paulo, a fundamentação da ação judicial da parlamentar se apoia na premissa de que o apresentador utilizou um veículo de comunicação que opera sob concessão pública para propagar discursos criminosos. O ofício detalha que as declarações de Ratinho não se limitaram a uma crítica política ou a um debate institucional, mas consistiram na negação explícita da identidade de gênero de Erika Hilton, afirmando reiteradamente que ela “não seria uma mulher”. Este ponto é crucial para a defesa da deputada, que considera a atitude um claro caráter discriminatório e um ataque direto à sua identidade.
O episódio que deflagrou a controvérsia ocorreu em um programa desta semana, quando Ratinho fez comentários transfóbicos sobre a deputada, afirmando: “Ela não é mulher, ela é trans”. A gravidade dessas falas, na visão de Erika Hilton e de seus representantes legais, demanda uma punição significativa para que situações semelhantes não se repitam, garantindo o respeito à dignidade e identidade de todas as pessoas, especialmente em plataformas de grande alcance como a televisão aberta.
Fonte: FOFOCAS – Contigo