O advogado Marco Aurélio de Carvalho, representante de Fábio Luís da Silva, conhecido como Lulinha, filho mais velho do presidente Lula, confirmou nesta segunda-feira (16) uma polêmica viagem realizada por seu cliente a Portugal em 2024. Acompanhado do lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, vulgo “Careca do INSS”, o objetivo declarado da viagem era conhecer uma fábrica especializada na produção de plantas de cannabis para fins medicinais.
A viagem ganha contornos de escândalo devido ao perfil de Antunes, um dos principais investigados pela Polícia Federal (PF) e na CPI do INSS, que teria arcado com os custos das passagens aéreas e da hospedagem de Lulinha em terras portuguesas. A informação, inicialmente divulgada por Carvalho em entrevista à Globonews e posteriormente confirmada à reportagem, marca a primeira vez que a defesa de Lulinha oficializa o acontecimento.
Embora Lulinha já tivesse mencionado a viagem anteriormente, a confirmação oficial pela defesa surpreendeu, dada a ausência de corroboração na imprensa até então. A equipe jurídica de Lulinha, que inclui também o advogado Guilherme Suguimori, afirmou já ter “justificado” o evento ao Supremo Tribunal Federal, o que agora permitiria a manifestação pública sobre o tema, visando esclarecer questionamentos e combater “vazamentos seletivos”.
Marco Aurélio de Carvalho fez questão de reiterar que não há qualquer ligação comercial entre Lulinha e Antônio Carlos, enfatizando que “Fábio não está, de nenhuma forma ligado ao Antônio Carlos, é só olhar as informações bancárias”. O advogado explicou que Antunes foi apresentado a Lulinha por uma amiga em comum como um empreendedor bem-sucedido no setor farmacêutico e de produção legalizada de canabidiol, mas negou qualquer parceria ou depósito de valores. Documentos apreendidos pela PF indicam a intenção de Antunes de investir em um galpão em Portugal para produção de cannabis, no mesmo local visitado.
Diante do cenário, a defesa de Lulinha tem defendido o arquivamento das investigações, alegando “absoluta ausência de fatos a serem investigados”. A revelação surge em um contexto de pressões, incluindo um pedido de prisão preventiva de Lulinha, feito pelo advogado Jeffrey Chiquini ao ministro André Mendonça, que não foi atendido, evidenciando a complexidade e a delicadeza do caso.
Fonte: POLÍTICA – Gazeta do Povo



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