A cinebiografia intitulada “Dark Horse”, que aborda a vida de Jair Bolsonaro, foi alvo de revelações sobre seu financiamento. O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master e atualmente detido em São Paulo sob acusações de liderar um esquema bilionário de fraudes financeiras, esteve envolvido no apoio financeiro à produção do filme. As negociações, segundo informações, ocorreram diretamente com o filho do ex-presidente, o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que teria pressionado pelos pagamentos.
As informações foram divulgadas inicialmente pelo portal Intercept Brasil, nesta quarta-feira (13), que teve acesso a mensagens trocadas entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, além de um áudio enviado pelo senador ao banqueiro em setembro de 2025. A TV Globo confirmou a existência do áudio e o conteúdo da reportagem junto a investigadores e fontes com acesso às informações, corroborando as alegações sobre a proximidade entre os envolvidos e a natureza dos pedidos de financiamento.
O filme “Dark Horse” conta com a atuação de Jim Caviezel, conhecido por seu papel em “A Paixão de Cristo”, interpretando o ex-presidente Bolsonaro, que, segundo o texto base, está em prisão domiciliar por tentativa de golpe de Estado. Caviezel, ator americano de 57 anos, tem participado de produções com temas conservadores nos últimos anos, como “Som da Liberdade”. A direção é de Cyrus Nowrasteh, cineasta americano de 69 anos com experiência em filmes para TV e cinema, que já atuou em coproduções Brasil-EUA. Ele assina o roteiro com Mark Nowrasteh, com argumento de Mario Frias, ex-secretário da Cultura no governo Bolsonaro.
A sinopse oficial, segundo o site Deadline, descreve “Dark Horse” como um thriller político: “Inspirado por eventos reais, ‘Dark Horse’ segue Jair Bolsonaro, um intruso controverso que ascende de um capitão de exército desconhecido a líder populista na corrida presidencial em um Brasil profundamente polarizado, apenas para enfrentar um plano mortal de assassinato que transforma sua luta contra um sistema corrupto em uma batalha por sobrevivência, verdade e a alma de uma nação.” O diretor destacou que a intenção não é ser um retrato biográfico, mas um thriller sobre poder, mídia e fé, com relevância global.
O elenco da produção ainda inclui nomes como Esai Morales, Lynn Collins, Camille Guaty (como Michelle Bolsonaro) e Jeffrey Vincent Parise. Embora Jim Caviezel tenha anunciado em abril no Instagram que o filme estrearia em 11 de setembro de 2026, o Deadline publicou, posteriormente, que não há data de lançamento confirmada, e que os cineastas ainda buscam vender o projeto, contradizendo as especulações online.
Fonte: Cultura e Arte – G1