Ibirapuera Pulsa ao Ritmo de Teló e Pocah em Carnaval Marcado por Calor Intenso e Multiplicidade Musical

Os arredores do Parque do Ibirapuera, na zona sul da capital paulista, transformaram-se em um vibrante caldeirão de ritmos neste domingo (15/02) de Carnaval de rua em São Paulo. Sob um calor que superou os 30 graus Celsius, uma multidão de foliões convergiu para acompanhar os desfiles dos blocos comandados por Michel Teló e Pocah, em uma demonstração da efervescência cultural e social da festa momesca na metrópole. Leques e borrifadores de água, prontamente distribuídos ou levados pelos presentes, tornaram-se itens essenciais em meio à paisagem humana que tomou conta da região.

A jornada festiva teve início sob a batuta do cantor Michel Teló, que apresentou o seu Bloco Sertanejinho do Teló. O artista, já figura consolidada no Carnaval de rua paulistano com o Bloco Bem Sertanejo em anos anteriores, trouxe desta vez uma proposta renovada. O repertório englobou seus grandes sucessos, como “Fugidinha” e “Ai Se Eu Te Pego”, além de canções de seu álbum mais recente, que inspira o nome do bloco. Teló também surpreendeu ao incorporar clássicos do pop rock nacional e internacional, habilmente adaptados ao estilo de marchinha carnavalesca, percorrendo o trecho entre o Obelisco do Ibirapuera e o Monumento às Bandeiras. Essa diversidade musical, que transcende o sertanejo universitário para abraçar releituras de outros gêneros, reflete a versatilidade artística do músico paranaense.

Contudo, a maratona de folia sob o sol forte não esteve isenta de percalços. Após uma espera de aproximadamente duas horas — com a concentração iniciada às 11h e a entrada de Teló no trio elétrico apenas às 13h — a paciência de parte do público foi testada. O calor extenuante e a inatividade da multidão levaram a manifestações de impaciência e, em alguns momentos, a ensaios de vaias. Relatos de foliões, como a observação de que “o povo está cozinhando aqui parado”, ilustraram o desconforto térmico. Uma jovem chegou a necessitar de auxílio para deixar a aglomeração, temendo passar mal devido às condições climáticas. Apesar dos desafios, um dos pontos altos e mais emocionantes do Bloco Sertanejinho do Teló foi a participação de sua família no trio elétrico. Sua esposa, Thais Fersoza, e os filhos Melinda e Teodoro, cantaram junto ao artista, contribuindo para reanimar a plateia que lotava o espaço.

Já no início da tarde, o epicentro da festa mudou de comando, com a funkeira Pocah assumindo o palco móvel. Seu Bloco da Pocah arrastou uma nova onda de foliões no Ibirapuera, embalados por sucessos recentes como “Molhadin”, lançado no final de 2025, e outros hits da cantora carioca. O calor persistente não arrefeceu o ânimo do público, que dançou e cantou não apenas funk, mas também uma fusão de clássicos do Carnaval com elementos de pop, axé e pagode baiano. A artista, que celebra seu terceiro ano no Carnaval de rua paulistano, reiterou seu carinho pela cidade e seus fãs. “Estou muito feliz de estar aqui”, afirmou em entrevista concedida pouco antes de iniciar o desfile, expressando sua satisfação em construir uma história duradoura com o público local. Antes mesmo de subir ao trio, Pocah demonstrou sua sinergia com os fãs, cumprimentando-os e até esguichando água nos foliões que a aguardavam ansiosamente.

Apesar do ambiente festivo, o evento não esteve imune a incidentes isolados. A equipe de reportagem do Metrópoles flagrou, durante o Bloco da Pocah, ao menos duas ocorrências que exigiram a intervenção da Guarda Civil Metropolitana (GCM). Em uma das ações, um indivíduo foi detido após uma tentativa de agressão a um cadeirante, cujos detalhes e motivação não foram imediatamente esclarecidos. Momentos antes, outro suspeito foi preso sob a acusação de furto de celular em meio à multidão. Tais ocorrências, embora pontuais, reforçam a complexidade da segurança em eventos de grande porte, mesmo em meio à atmosfera de alegria e celebração do Carnaval.

Fonte: Noticias Sertanejas 3

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