O cenário televisivo nacional foi abalado por uma revelação dramática nos bastidores da TV Globo. Fabrício Marta, que dedicou três décadas de sua carreira à emissora como chefe de produção, protocolou seu pedido de demissão de forma inesperada. A comunicação ocorreu via aplicativo de mensagem, enquanto Marta se recuperava de um infarto em uma Unidade de Terapia Intensiva (CTI), após ser confrontado com a cobrança de um atestado médico. Em suas declarações subsequentes, o jornalista não poupou críticas, alegando que o canal estaria em um processo de “sucateamento” de seus profissionais, culminando em um ambiente de “caos” desencadeado por uma série de profundas mudanças organizacionais.
Desde então, Fabrício Marta tem utilizado ativamente seu perfil na plataforma Instagram como um palco para expor supostos problemas e disfunções enfrentadas pelos colaboradores da gigante da comunicação. Em suas postagens, ele detalha casos de falta de sensibilidade, mesquinharia e descaso para com a equipe. Em um desabafo carregado de emoção, Marta revelou que o infarto que o levou ao hospital ocorreu pouco antes do período carnavalesco, de forma preocupante, nas dependências da própria redação do prestigiado Jornal Nacional.
Detalhando a gravidade de sua condição, o ex-executivo compartilhou a experiência em uma publicação datada de 12 de março: “Foram dois infartos: um sem cura e outro tratável, ao sabor da resiliência. A fisio cardíaca começará em três meses. Por enquanto, estamos tentando liquidar os trombos na área necrosada do coração. E tudo se deu às vésperas do Carnaval, na redação do Jornal Nacional. Foram duas semanas de CTI e um turbilhão de pensamentos de gente que não morre.” Essa declaração ressalta a intensidade do momento vivido e a profunda reflexão sobre sua trajetória e as condições que o levaram a tal ponto.
As exposições de Fabrício Marta não pararam por aí. Em publicações subsequentes, ele aprofundou as críticas, mencionando diversos problemas internos, com destaque para a controversa decisão de cortar horas extras de forma abrupta. “Fui convidado a convocar produtores que ganhavam horas extras e avisá-los sobre o corte, no facão, já no mês corrente. Esse mal ajambrado foi lavrado e validado pela antiga direção regional de Jornalismo, mas coube a mim anunciar a nova condição salarial da equipe. Um produtor tinha cinco horas extras por dia — apalavradas de boca — e quase passou mal ao saber do corte”, escreveu ele em um post recente, no domingo, dia 22, ilustrando o impacto direto dessas medidas sobre os funcionários.
Em meio às suas críticas e revelações sobre as mudanças organizacionais que, segundo ele, desestabilizaram o ambiente de trabalho, Fabrício Marta ainda citou ordens proferidas por William Bonner antes de sua saída da bancada do Jornal Nacional. “Ele proclamou, dias antes de deixar o JN, que o cenário do telejornal era um ‘santuário’ e exigiu providências quanto ao acesso de visitantes. No dia seguinte, brotou essa placa medonha e antipática na redação. A marca de um cara que tinha tudo pra ser Deus resumida a um recado de síndico decadente”, disparou Marta, ao compartilhar nesta terça-feira, dia 24, a imagem da referida placa na redação, intensificando a discussão sobre a cultura interna da emissora.
Fonte: istoe.com.br