Líder do Tren de Aragua é Presa na Colômbia

Whilet Cabriles, conhecida pelo apelido de “Hillary” e apontada como uma das mulheres mais procuradas pelas autoridades internacionais, foi detida em uma operação conjunta envolvendo a polícia colombiana e o FBI. Considerada uma peça-chave na estrutura logística da organização criminosa Tren de Aragua, Hillary era responsável pela distribuição de entorpecentes que partiam da Colômbia, abastecendo mercados em diversas nações. Sua prisão marca um ponto significativo na luta contra o crime organizado transnacional.

A detida possuía mandados de prisão expedidos por 196 países e era alvo de investigações por tráfico internacional e exploração sexual. Além das acusações de tráfico de drogas, que a tornaram prioritária para a justiça dos Estados Unidos, “Hillary” também era procurada pelas autoridades do Peru por seu envolvimento em redes de prostituição e exploração sexual. Ela é irmã de Larry Changa, um dos fundadores da facção Tren de Aragua, que já havia sido capturado em solo colombiano em 2024.

A captura de “Hillary” é vista como um passo estratégico para conter a expansão da facção Tren de Aragua, que é classificada pelo governo norte-americano como uma organização terrorista. As investigações indicam que o grupo tem buscado consolidar rotas e pontos de influência tanto na América Latina quanto nos Estados Unidos. Atualmente, Whilet Cabriles permanece à disposição do Departamento de Assuntos Internacionais da Procuradoria-Geral da Colômbia, aguardando os trâmites processuais para sua extradição aos Estados Unidos.

O fenômeno da ascensão de mulheres a posições de alta liderança em facções criminosas não é exclusivo do cenário internacional e encontra paralelos na segurança pública brasileira. Recentemente, em um caso de destaque, Maria Sônia Linhares, de 44 anos, foi presa no Espírito Santo sob a acusação de ser uma das principais lideranças regionais do Primeiro Comando da Capital (PCC). De acordo com as autoridades locais, Linhares desempenhava uma função estratégica na coordenação das atividades do grupo no estado.

Outro exemplo monitorado pelas forças de segurança brasileiras é Bianca Duarte Franco, de 24 anos, conhecida como “Fielzinha do 41”. Ela é apontada como uma espécie de “gerente de recursos humanos” do Comando Vermelho (CV), responsável pelo recrutamento e cadastramento de novos integrantes para a facção carioca, que possui ramificações em diversas regiões do país. Diferentemente de outras lideranças que mantêm a discrição, Bianca utilizava as redes sociais para ostentar uma rotina de festas e exibir armamentos de uso restrito, como fuzis, antes de ser localizada e presa no município de Cabo Frio, na Região dos Lagos, no Rio de Janeiro.

Fonte: BAND JORNALISMO

Deixe um comentário