Maioria Desaprova Lula e Vê Piora Econômica

Uma nova pesquisa realizada pelo renomado instituto Ipsos-Ipec, divulgada na noite da última terça-feira, 10 de março, revela a persistência de um cenário desafiador para a aprovação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O levantamento indica que uma parcela significativa da população mantém uma avaliação negativa da administração federal, bem como uma percepção majoritária de deterioração da economia brasileira.

De acordo com os dados coletados entre 5 e 9 de março, período em que foram ouvidas 2.000 pessoas em 131 municípios brasileiros – com um nível de confiança de 95% e margem de erro de 2% –, 40% dos entrevistados classificam a gestão atual como “péssima” (31%) ou “ruim” (9%). Em contrapartida, 33% consideram a administração “ótima” (15%) ou “boa” (18%), enquanto 24% a veem como “regular”. Uma pequena parcela, 3%, não soube ou não quis responder. Comparativamente, em dezembro de 2025 – data do último levantamento deste tipo realizado pelo Ipsos-Ipec –, a soma de “ótimo” e “bom” era de 30%, “regular” somava 29%, e a avaliação negativa (“ruim” e “péssimo”) também atingia 40%. Esses números sugerem uma leve recuperação na percepção positiva e uma estabilidade na avaliação negativa ao longo dos últimos três meses.

Adicionalmente, a pesquisa aprofundou-se na aprovação pessoal da forma como o presidente Lula tem conduzido o país. Neste quesito, 51% dos entrevistados declararam desaprovar a maneira como o mandatário vem governando o Brasil, superando os 43% que afirmaram aprovar. Este dado sublinha uma clivagem na opinião pública sobre a liderança presidencial, independentemente da avaliação mais ampla do governo.

O estudo do Ipsos-Ipec também incluiu perguntas sobre o nível de confiança dos cidadãos no presidente Lula, buscando mensurar a dimensão pessoal da relação entre o eleitorado e o chefe de Estado. Outro ponto abordado foi a percepção sobre se o governo atual está sendo melhor, igual ou pior do que as expectativas iniciais dos entrevistados, indicando um interesse em capturar a satisfação com o cumprimento das promessas e projeções. Embora os resultados específicos para estas últimas questões não tenham sido detalhados na divulgação, o fato de terem sido incluídas demonstra a abrangência da análise sobre a percepção pública do presidente e sua gestão.

A situação econômica do país emergiu como um dos pontos de maior preocupação. Ao comparar o cenário atual com o de seis meses atrás, 42% dos participantes do levantamento expressaram a visão de que a economia está pior. Apenas 27% enxergam melhorias no período, enquanto os demais provavelmente percebem estabilidade ou não souberam responder, reforçando a predominância de uma perspectiva pessimista sobre o desempenho econômico recente.

Ainda que o presente seja visto com ceticismo, o futuro econômico apresenta uma divisão mais tênue, mas com uma leve inclinação negativa. Questionados sobre as expectativas para os próximos seis meses, 36% dos entrevistados acreditam que a economia brasileira estará pior. Em contrapartida, 33% manifestam otimismo, prevendo uma melhora no mesmo período. A diferença de três pontos percentuais entre pessimistas e otimistas ilustra a incerteza e a polarização de visões sobre a trajetória econômica do Brasil a médio prazo.

Os resultados da pesquisa Ipsos-Ipec fornecem um panorama detalhado dos desafios enfrentados pela administração federal no que tange à opinião pública. A persistente desaprovação à forma de governar do presidente e a percepção majoritária de piora econômica indicam áreas críticas para o governo e um cenário complexo para a comunicação e implementação de políticas públicas nos próximos meses. A análise completa do estudo, com todos os dados e estratificações, é essencial para compreender a fundo as nuances do sentimento do eleitorado brasileiro.

Fonte: veja.abril.com.br

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