A Chery prepara a introdução de um novo SUV no mercado chinês, o qual será comercializado sob a designação Chery Tiggo 7L. Este modelo, no entanto, não é totalmente inédito, representando a versão destinada ao mercado doméstico do Omoda 7, veículo que fez sua estreia internacional primeiramente no Brasil em outubro do ano passado. Essa estratégia de lançamento reverso, onde um modelo é introduzido em mercados externos antes de sua pátria de origem, configura-se como um movimento peculiar no cenário automotivo global e marca a quinta adição à linha Tiggo 7 na China, onde cada iteração possui um design distintivo.
A razão por trás dessa dinâmica reside na segmentação estratégica do Grupo Chery. As marcas Omoda e Jaecoo foram concebidas especificamente para atuar fora da China, focando exclusivamente em mercados internacionais. Consequentemente, o Omoda 7, também conhecido como C7 em diversas regiões, não foi originalmente projetado com o público chinês em mente. Para sua integração ao portfólio doméstico, a decisão foi relançá-lo sob a marca Chery e na família Tiggo 7, adaptando-o às expectativas e ao posicionamento de mercado local, o que explica a nova nomenclatura Chery Tiggo 7L.
No que tange ao design exterior, as diferenças mais notáveis entre o Omoda 7 e o Chery Tiggo 7L concentram-se predominantemente na seção dianteira. Embora ambos os modelos compartilhem faróis com desenhos intrinsecamente semelhantes, suas grades apresentam configurações distintas. O Tiggo 7L adota uma grade de estilo mais convencional, caracterizada por um formato em ‘V’ e detalhes quadriculados meticulosamente integrados, com o proeminente logotipo da Chery ao centro. Adicionalmente, esta versão chinesa incorpora aberturas triangulares nas laterais do para-choque, elementos que estão ausentes no design do Omoda 7, conferindo-lhe uma identidade frontal particular.
Em contraste com a dianteira, a porção traseira dos dois veículos revela uma homogeneidade quase completa, reforçando a premissa de que se trata essencialmente do mesmo automóvel. Elementos de design como vincos, linhas de carroceria, o para-choque e até mesmo o intrincado desenho interno das luzes traseiras em zig-zag são idênticos em ambos os modelos. A única distinção visível na traseira é a inscrição do nome ‘Chery’ na base do para-brisa, um detalhe sutil que diferencia a versão doméstica da internacional.
A cabine interna segue a mesma lógica de proximidade visual e funcional, com o layout geral do Chery Tiggo 7L espelhando fielmente o do Omoda 7. O volante, por exemplo, é o mesmo, excetuando-se a substituição do logotipo da marca. As tecnologias embarcadas também compartilham especificações, incluindo a central multimídia com uma tela de 15,6 polegadas e o painel de instrumentos digital de 8,88 polegadas. A abordagem minimalista é evidente, característica comum nos designs de interiores de veículos chineses contemporâneos, com a presença de poucos botões físicos, concentrados principalmente no console central, priorizando interfaces digitais.
Até o presente momento, a Chery não divulgou oficialmente os detalhes referentes ao conjunto mecânico que equipará o Tiggo 7L no mercado chinês. Contudo, é possível traçar um paralelo com o Omoda 7 comercializado no Brasil, que dispõe de uma motorização híbrida plug-in. Esta configuração combina um motor 1.5 turbo a gasolina, compartilhado com o Jaecoo 7, a um motor elétrico que entrega 204 cavalos de potência e um torque de 31,62 kgfm. Em conjunto, o sistema híbrido oferece uma potência combinada de 279 cavalos e um torque total de 37,2 kgfm, prometendo desempenho robusto e eficiência energética.
A expectativa é que o Chery Tiggo 7L seja formalmente lançado no mercado chinês ainda neste trimestre. Com a proximidade de sua introdução, informações adicionais cruciais, como as especificações exatas da motorização para a versão doméstica e os preços de lançamento, deverão ser reveladas em breve, complementando o panorama deste novo integrante da família Tiggo 7.
Fonte: AUTOMOVEIS – Quatro Rodas



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