A Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo deflagrou, nesta terça-feira (12), a Operação Quina, uma ampla ação que visa desarticular um esquema de extorsão qualificada e associação criminosa armada envolvendo membros da própria corporação. A operação cumpre mandados de prisão temporária, busca e apreensão, além de medidas patrimoniais, todos expedidos pela Justiça após um período de investigação sigilosa.
As diligências estão sendo realizadas simultaneamente em diversos endereços, incluindo residências dos policiais investigados e unidades policiais na capital paulista. Durante as ações, foram apreendidos aparelhos eletrônicos, documentos e outros materiais relevantes, que serão submetidos a uma análise aprofundada pela equipe de investigação para fortalecer as provas contra os suspeitos.
De acordo com informações divulgadas pela Corregedoria, a apuração que culminou na Operação Quina teve início após o recebimento de uma denúncia formal, que alertou as autoridades sobre os crimes. O processo investigatório segue sob sigilo judicial, garantindo a integridade das provas e a imparcialidade das apurações.
Em nota oficial, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo fez questão de reforçar o posicionamento da instituição. “A atuação reforça o compromisso da Polícia Civil com a legalidade, a transparência e o combate rigoroso a eventuais desvios de conduta, preservando a credibilidade da corporação e o devido processo legal”, destacou o comunicado, sublinhando a determinação em coibir irregularidades internas.
A complexidade da Operação Quina conta com o apoio estratégico do Ministério Público de São Paulo, por meio do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco). A colaboração entre as instituições visa garantir a eficácia da operação e a punição dos envolvidos, reiterando o compromisso com a ética e a justiça dentro das forças de segurança.
Fonte: BAND JORNALISMO