Paulo Miklos lança ‘Coisas da Vida’ com covers

O renomado cantor, compositor e multi-instrumentista paulistano Paulo Miklos, ex-integrante dos Titãs, está prestes a lançar seu primeiro álbum como intérprete, intitulado “Coisas da vida”. O disco, que estará disponível a partir de 22 de maio pela gravadora Deck, apresenta um repertório de 11 faixas que passeiam por diferentes gêneros e épocas da música brasileira, prometendo surpreender o público com as escolhas inusitadas do artista.

Entre os destaques do álbum está a releitura de “Mestre Jonas”, um standard do rock rural lançado originalmente pelo trio Sá, Rodrix & Guarabyra em 1973. A canção de Guttemberg Guarabyra, Luiz Carlos Sá e Zé Rodrix abre o trabalho de Miklos. Além disso, o disco traz “Cachorro babucho”, composição vanguardista de Walter Franco (1945 – 2019), apresentada no álbum “Revolver” de 1975, e a contundente “O tempo não para”, de Arnaldo Brandão e Cazuza (1958 – 1990), datada de 1988.

A maior surpresa no alinhamento de “Coisas da vida” é, sem dúvida, a inclusão de “Xibom bombom”, sucesso do efêmero grupo de axé music As Meninas, composta por Rogério Gaspar e Wesley Rangel em 1999. Essa escolha foge inteiramente do universo pop habitualmente associado a Miklos, demonstrando a versatilidade do artista. O clássico sertanejo “Evidências”, de João Augusto e Paulo Sérgio Valle (1989), imortalizado por Chitãozinho & Xororó, também integra o repertório, consolidando a amplitude de estilos do álbum.

Produzido por Rafael Ramos e Otávio de Moraes, com arranjos de Moraes, o álbum “Coisas da vida” apresenta a seguinte ordem de faixas: 1. “Mestre Jonas” (Sá, Rodrix & Guarabyra, 1973); 2. “Coisas da vida” (Rita Lee, 1976); 3. “O sal da terra” (Beto Guedes e Ronaldo Bastos, 1981); 4. “Quero voltar pra Bahia” (Paulo Diniz e Odibar Moreira da Silva, 1970); 5. “Evidências” (João Augusto e Paulo Sérgio Valle, 1989); 6. “Cachorro babucho” (Walter Franco, 1975); 7. “Não existe amor em SP” (Criolo, 2011); 8. “Saudosa maloca” (Adoniran Barbosa, 1955); 9. “Xibom bombom” (As Meninas, 1999); 10. “Ninguém vive por mim” (Sérgio Sampaio, 1977); 11. “O tempo não para” (Arnaldo Brandão e Cazuza, 1988). O disco promete ser um marco na trajetória de Paulo Miklos, revelando um novo facetado intérprete da música brasileira.

Fonte: Cultura e Arte – G1

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