A Polícia Federal (PF) e a Força Aérea Brasileira (FAB) realizaram, na última segunda-feira (18), uma operação conjunta que culminou na interceptação de uma aeronave de pequeno porte carregada com uma quantidade significativa de drogas. O incidente ocorreu nas proximidades de Boa Vista, capital de Roraima, após a identificação de um voo suspeito vindo do exterior.
As autoridades informaram que o avião era utilizado especificamente para o transporte de skunk, uma variante da maconha conhecida por sua alta concentração de Tetrahidrocanabinol (THC), o principal componente psicoativo da planta cannabis. A entrada da aeronave em território nacional, sem um plano de voo registrado, levantou imediatamente as suspeitas dos investigadores da Polícia Federal, que iniciaram o monitoramento.
Diante da iminente ameaça, a Força Aérea Brasileira ativou seus rigorosos protocolos de defesa aérea, passando a acompanhar o percurso da aeronave. O objetivo era garantir que o voo ilegal fosse forçado a aterrissar em uma área isolada e segura, minimizando riscos. A operação contou com o apoio essencial de equipes terrestres da Polícia Federal em Roraima, que se posicionaram estrategicamente.
Ao chegarem ao local indicado após o pouso, os agentes federais e militares constataram que a aeronave havia realizado um pouso forçado na água. Não foram encontrados suspeitos nas imediações, indicando que os traficantes conseguiram evadir-se antes da chegada das equipes. Contudo, nas proximidades do avião submerso, foram localizados e apreendidos diversos fardos de skunk, totalizando aproximadamente 25kg da substância ilícita.
A droga apreendida foi prontamente encaminhada à sede da Polícia Federal em Boa Vista para os procedimentos legais cabíveis. A aeronave permanece parcialmente submersa, e equipes especializadas da PF e da FAB estão empenhadas na complexa operação de retirada e apreensão do equipamento. As investigações estão em curso, com o intuito de identificar e capturar os envolvidos no esquema criminoso, incluindo os financiadores do transporte, os responsáveis pela logística terrestre e as possíveis conexões internacionais do tráfico de entorpecentes.
Fonte: BAND JORNALISMO