Piscicultura Brasileira Atinge Marca Histórica de 1 Milhão de Toneladas, Impulsionada pela Tilápia, Enquanto Nativos Declimam

A piscicultura brasileira alcançou um marco histórico, superando pela primeira vez a marca de 1 milhão de toneladas de produção. O expressivo crescimento do setor é impulsionado principalmente pela tilápia, que registrou uma expansão notável na última década. No entanto, o cenário positivo é acompanhado por uma preocupação: a queda contínua na produção de peixes nativos.

Dados recentes confirmam que a aquicultura nacional solidifica sua posição como um setor de crescente relevância econômica e alimentar. Atingir 1 milhão de toneladas reflete investimentos, aprimoramento de técnicas de cultivo e o aumento da demanda por pescado no mercado interno. Este volume posiciona o Brasil entre os maiores produtores de peixe cultivado do mundo.

A tilápia é o grande destaque desse avanço. Nos últimos dez anos, a produção dessa espécie exótica cresceu impressionantes 148%, consolidando-a como a principal espécie cultivada no país. Sua adaptabilidade a diferentes sistemas de cultivo, rápido crescimento, resistência a doenças e boa aceitação no mercado consumidor são fatores cruciais para sua predominância na aquicultura brasileira. Regiões como o Paraná e São Paulo lideram a produção dessa espécie.

Em contrapartida ao sucesso da tilápia, a produção de peixes nativos, como o tambaqui e o pacu, tem apresentado declínio ano após ano. Especialistas apontam que as espécies nativas, muitas vezes, possuem um ciclo de crescimento mais longo, exigem condições de manejo mais específicas e podem enfrentar desafios de mercado e competitividade frente à tilápia. Essa tendência gera um alerta sobre a necessidade de fomento e pesquisa para o cultivo sustentável de espécies da fauna aquática brasileira.

O setor de piscicultura, embora em franca expansão, enfrenta o desafio de equilibrar a alta produtividade com a sustentabilidade e a valorização da biodiversidade. A liderança da tilápia é inegável, mas o futuro da aquicultura brasileira pode depender também do desenvolvimento de tecnologias e políticas que incentivem a produção de peixes nativos, garantindo a diversificação do mercado e a preservação genética.

Fonte: CANAL RURAL / Adaptação: AudiNews

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