Em uma operação de tirar o fôlego que abalou a capital catarinense, a Polícia Civil de Santa Catarina (PC-SC) anunciou a prisão de uma mulher de 30 anos, peça-chave em um esquema hediondo que culminou na morte brutal da corretora de imóveis Luciani Aparecida Estivalet Freitas, de 47 anos, desaparecida há dias. O caso, que mantinha Florianópolis em suspense, ganhou contornos de pesadelo com a revelação de uma teia criminosa surpreendente, envolvendo vizinhos e um foragido perigoso.
As investigações, dignas de um thriller policial, tiveram início com uma pista inusitada e decisiva: compras realizadas no cartão de crédito da própria vítima. Detalhes minuciosos de pagamentos em plataformas online guiaram os destemidos policiais da Delegacia de Roubos e Antissesequestro (DRAS) a um adolescente, flagrado retirando as mercadorias em diversos pontos da região norte da ilha. Este jovem, para o choque dos investigadores, era um vizinho de Luciani, residindo no mesmo condomínio, o que aprofundou o mistério sobre a proximidade do perigo.
A trama se adensou quando foi descoberto que o irmão do adolescente, de 27 anos, era um foragido da justiça de São Paulo, com um passado macabro. Ele era procurado por um latrocínio brutal cometido em 2022, na cidade de Laranjal Paulista, onde o proprietário de uma padaria foi covardemente assassinado com um tiro na cabeça. Este indivíduo e sua companheira, a mulher de 30 anos que seria posteriormente presa, também habitavam um apartamento vizinho ao da corretora, desenhando um cenário de horror e traição a poucos metros de distância da vítima.
Em uma reviravolta chocante na última quarta-feira (11/3), as evidências apontaram para uma administradora da residência, uma mulher de 47 anos e parente dos proprietários, como cúmplice da dupla criminosa. Ela estaria diretamente associada ao casal, beneficiando-se das compras fraudulentas feitas em nome da corretora assassinada. A ousadia dos criminosos não parou por aí: pertences valiosos de Luciani, incluindo seu notebook e televisão, além de parte das mercadorias adquiridas ilicitamente, foram descobertos escondidos em outro apartamento desocupado e trancado, sob a responsabilidade da administradora. Um esconderijo macabro que guardava os frutos de um crime hediondo.
A mulher foi presa em flagrante e imediatamente conduzida ao sistema prisional, enquanto a caçada aos outros dois envolvidos se intensificava. O casal, em uma fuga desesperada, tentou evadir-se para o Rio Grande do Sul, mas a astúcia da polícia não lhes deu trégua. Na quinta-feira, foram interceptados e presos na cidade de Gravataí por policiais rodoviários federais, culminando em uma perseguição que atravessou estados e trouxe um fim à sua breve liberdade. A Polícia Civil de Santa Catarina, em nota ao Metrópoles, confirmou que a investigação continua incansável, buscando colher todos os elementos para desvendar cada faceta deste crime que chocou o país.
Fonte: Noticias Metropoles