A chef e empresária Renata Vanzetto abriu o jogo sobre sua intensa experiência como mentora no programa ‘Chef de Alto Nível’, que vai ao ar na Globo e no GNT. Em entrevista ao ‘Conversa com Bial’, Vanzetto revelou ter sofrido profundamente a cada eliminação, compartilhando sua evolução emocional e profissional.
Renata, que desenvolveu seu amor pela cozinha com a avó na Ilhabela (litoral norte de SP), admitiu ter tido um conhecimento gastronômico inicial bastante limitado, chegando a não saber quem era Alex Atala, seu atual companheiro de reality. Foi sua tia, Susana Vanzetto, quem a incentivou a mergulhar no universo da alta gastronomia, apresentando-lhe chefs renomados e estimulando seu aprendizado.
Aos 20 anos, Renata trocou a tranquilidade de Ilhabela por um pequeno apartamento em São Paulo, onde enfrentou o desafio de abrir seu primeiro empreendimento e, pela primeira vez, lidar com as críticas gastronômicas. ‘Nossa, tomei paulada’, relembrou, descrevendo como as avaliações negativas a abalavam profundamente, levando-a a chorar e a não querer trabalhar. Novamente, a tia Susana foi crucial, ajudando-a a interpretar os comentários e a transformá-los em oportunidades de crescimento.
O crítico gastronômico Arnaldo Lorençato, com 33 anos de carreira na revista Veja e também convidado do programa, compartilhou sua perspectiva sobre o tema. Ele relembrou que, no passado, seus comentários afiados chegaram a gerar pedidos por sua demissão. ‘Os restaurantes fecharam, eu devia saber alguma coisa, permaneço até hoje’, ironizou, destacando a maturidade atual do mercado em lidar com a crítica especializada.
Retornando à sua função no ‘Chef de Alto Nível’, Renata descreveu o peso inicial de eliminar participantes. ‘Quando eu vi a pessoa ali saindo e eu votei, era um sonho ali. Via minha família, meu tudo… Eu desabava’. Contudo, com o decorrer do programa, ela notou uma adaptação surpreendente. ‘É muito louco como a gente vai se acostumando… No final eu não estava nem mais chorando, estava até achando bom! Eu pego o gostinho da crueldade ali’. A chef concluiu que criticar e mandar alguém para casa é um papel difícil e inédito em sua trajetória profissional, sempre acostumada a estar ‘atrás do balcão’.
Fonte: GShow Receitas