Desde o início do conflito no Oriente Médio, uma série de ataques conduzidos pelos Estados Unidos e Israel resultou na eliminação de diversas figuras proeminentes da liderança iraniana. Essas ofensivas, que se estenderam por escalões superiores do governo em Teerã, têm gerado um impacto significativo na estrutura política e de segurança do Irã.
Entre as baixas mais recentes e de alto perfil, destaca-se Esmail Khatib, ministro da inteligência do Irã, morto em um ataque aéreo israelense na última quarta-feira. Sua morte ocorreu logo após o assassinato de Ali Larijani, chefe do Conselho de Segurança Nacional do Irã e considerado o líder de fato do país, em um ataque ocorrido um dia antes. O funeral de Larijani em Teerã reuniu grandes multidões, evidenciando a comoção e o sentimento anti-ocidental, com gritos de “Morte à América” e “Morte a Israel” por parte dos enlutados.
A lista de líderes abatidos, no entanto, é extensa e começou com o próprio aiatolá Khamenei, líder supremo do Irã desde 1989, que foi morto em 28 de fevereiro, no primeiro dia do conflito, por bombardeios dos EUA e Israel. Outros nomes cruciais incluem Gholamreza Soleimani, comandante da força paramilitar Basij; Ali Shamkhani, secretário do Conselho de Defesa e conselheiro de Khamenei; Mohammad Pakpour, comandante-em-chefe da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã; e Amir Hatami Nasirzadeh, ministro da Defesa. Essas perdas abrangem setores militares, de inteligência e políticos, mostrando a amplitude da campanha.
A eliminação sistemática dessas figuras de liderança, algumas delas estrategicamente vitais para a segurança e governança do Irã, tem gerado um cenário de instabilidade e luto no país. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, classificou a morte de Khatib como um “assassinato covarde”, sublinhando a gravidade e as implicações desses eventos para as tensões regionais e internacionais.
Fonte: BAND JORNALISMO