Serama: A Menor Galinha do Mundo Conquista Criadores e Vira Pet de Luxo no Brasil

Imagine uma galinha que cabe na palma da mão, com uma postura elegante e que se tornou um símbolo de status e uma promissora fonte de renda. Estamos falando da Serama, a menor raça de galinha do mundo, que tem ganhado os corações e os quintais de pequenos criadores, especialmente no interior de São Paulo.

Conhecida também como ‘galinha anã’, a Serama não é apenas um animal de granja; ela é criada e vendida como um animal de estimação diferenciado. Sua estatura impressiona: com uma média de apenas 15 centímetros de altura, ela é um verdadeiro ‘mini-pet’, contrastando drasticamente com as raças de grande porte que podem atingir até 75 centímetros. Essa característica singular a torna extremamente atraente para quem busca algo único.

O seu peso também é notável. Enquanto uma galinha comum pode pesar cerca de 2 quilos, os machos da raça Serama raramente ultrapassam as 500 gramas, e as fêmeas são ainda mais leves, chegando a um máximo de 300 gramas. Essa combinação de tamanho diminuto e peso reduzido, aliada à sua beleza e personalidade, justificam o crescente interesse em sua criação e comercialização no cenário nacional.

No entanto, a exclusividade da Serama vem com um preço. Adquirir um exemplar desta raça pode ser um investimento significativo, com valores que partem de R$ 1 mil e podem alcançar impressionantes R$ 3,5 mil, dependendo da linhagem e características do animal. O mercado não se restringe apenas às aves adultas; os ovos já fecundados da Serama também são altamente valorizados. Uma dúzia pode custar entre R$ 1 mil e R$ 3 mil, com a variação determinada pela pureza da linhagem, sendo as aves de plumagem branca frequentemente as mais caras. É importante ressaltar que esses ovos não são destinados ao consumo, mas sim para aqueles que desejam iniciar sua própria criação e desfrutar do fascínio que a Serama proporciona.

A história da Serama remonta a mais de meio século, tendo suas origens na Malásia. Na década de 1970, o avicultor Wee Een foi o visionário por trás da raça, realizando um cruzamento estratégico entre a malaia Bantam e uma variedade japonesa conhecida como Chabo. O nome ‘Serama’ é uma homenagem à sua postura majestosa; deriva de ‘Rama’, um título tradicionalmente usado por reis tailandeses, evocando a dignidade e imponência que a ave exibe, apesar de seu tamanho modesto.

A popularidade global da Serama começou a se expandir significativamente nos anos 2000, conquistando rapidamente a Europa e os Estados Unidos. No Brasil, sua chegada é mais recente, com os primeiros registros da existência da raça datando de 2014. Desde então, a Serama tem cativado um público cada vez maior, solidificando sua posição não apenas como a menor galinha do mundo, mas também como um fenômeno no mercado de pets exóticos e uma alternativa lucrativa para criadores especializados.

Fonte: GLOBO RURAL

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