A Shiva, um inovador veículo de investimentos dedicado ao financiamento e suporte de startups de tecnologia que desenvolvem soluções de inteligência artificial, anunciou a captação de US$ 10 milhões – equivalente a aproximadamente R$ 52 milhões – em uma rodada de investimento pré-seed. Este aporte foi liderado pela renomada gestora Monashees, com a participação adicional da Endeavor Catalyst. A empresa destaca que este montante representa o maior investimento já reportado nesta fase na América Latina, coincidindo com o lançamento oficial de suas operações no Brasil.
Fundada no ano passado por Lucas Marques, ex-Chief Operating Officer (COO) do Méliuz, a Shiva se estabelece como uma “comunidade de empreendedores que utilizam IA para desenvolver produtos globais”. O propósito central da iniciativa é eliminar a necessidade de empresários embarcarem na jornada de construção de um negócio de forma isolada. Nesse contexto, a companhia atua como uma facilitadora na troca de conhecimentos e aprendizados, visando otimizar a programação de inteligências artificiais com maior qualidade e redução de custos operacionais.
A plataforma oferece um ecossistema robusto de apoio aos empreendedores. Dentre os benefícios, estão disponíveis mentorias técnicas conduzidas por desenvolvedores seniores e gerentes de produtos experientes. Além disso, são fornecidas orientações estratégicas de produto e negócios por fundadores que já alcançaram o estágio de Oferta Pública Inicial (IPO). A Shiva também se compromete a conectar seus empreendedores a uma vasta rede de potenciais clientes, parceiros estratégicos e fundos de investimento, incluindo a própria Monashees, que agora figura como um dos principais investidores.
Os recursos recém-captados, no valor de US$ 10 milhões, serão estrategicamente alocados para fortalecer os programas de suporte oferecidos. Isso inclui a disponibilização de bolsas-salário por um período de até 12 meses, com o objetivo de permitir que os empresários dediquem integralmente seu tempo ao desenvolvimento de seus respectivos negócios. Adicionalmente, haverá um auxílio financeiro para cobrir custos associados à infraestrutura de IA, serviços de nuvem e assessoria jurídica. É importante ressaltar que todo esse suporte é concedido mediante participação acionária da Shiva nos negócios que são concebidos e desenvolvidos dentro de seu programa.
Lucas Marques justificou a escolha do Brasil como ponto de partida inicial da companhia, citando a alta densidade de desenvolvedores com aspirações empreendedoras e o crescimento significativo das comunidades de “builders solo” de inteligência artificial. Apesar do foco inicial no mercado brasileiro, a ambição da Shiva é global, com a expectativa de impactar e financiar aproximadamente 100 empresas. A meta de retorno médio estimado para o capital investido em cada uma dessas companhias é de 10 vezes o valor inicial.
A Monashees, gestora líder neste aporte, foi fundada em 2005 por Eric Acher e Fabio Igel e possui sede em São Paulo. A empresa se especializa em investimentos, principalmente em startups de tecnologia em estágios iniciais e de crescimento, fornecendo suporte abrangente aos empreendedores desde as fases primárias de desenvolvimento até a expansão de seus negócios no mercado. Ao longo de sua trajetória, a Monashees consolidou-se como uma das gestoras pioneiras e mais influentes no ecossistema de inovação da América Latina.
O portfólio da Monashees inclui investimentos em companhias que se tornaram referências de mercado, como Loggi, Neon e Rappi. O fundo já investiu em dezenas de startups e mantém uma comunidade ativa composta por centenas de fundadores e empresas. Seu foco principal permanece na promoção da inovação, no avanço da tecnologia e na transformação de diversos mercados em toda a região latino-americana, reforçando seu papel crucial no desenvolvimento do ecossistema de startups.
Fonte: TECNOLOGIA – Baguete



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