A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB), anunciou nesta quinta-feira (12) sua intenção de concorrer a uma das vagas do Senado Federal por São Paulo nas eleições gerais de 2026. A declaração, que oficializa um movimento político já especulado nos bastidores, foi feita durante entrevista a jornalistas em Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul, estado que marcou sua trajetória política.
Em sua manifestação à imprensa, a ministra expressou “eterna gratidão” ao Mato Grosso do Sul, sua terra natal, onde consolidou uma significativa carreira pública ao exercer os cargos de prefeita de Três Lagoas e senadora. Embora tenha formalizado a candidatura, Tebet esclareceu que a legenda pela qual disputará o pleito ainda não foi definida, um ponto crucial que poderá moldar as alianças e estratégias futuras.
A decisão de disputar o cargo em São Paulo, e não em seu estado de origem, é fruto de uma articulação que envolveu a mais alta cúpula do governo federal. Segundo a própria ministra, a sugestão para a candidatura paulista partiu diretamente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), contando ainda com o apoio explícito do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). Tebet destacou a “grata surpresa” de constatar que, nas eleições presidenciais de 2022, os eleitores paulistas foram responsáveis por um terço do total de votos que recebeu como candidata à Presidência da República, um indicativo de sua penetração no maior colégio eleitoral do país.
O cenário eleitoral para o Senado em São Paulo em 2026 já se mostra competitivo. Um levantamento recente do Real Time Big Data, divulgado na última segunda-feira (9), aponta que a ministra Simone Tebet figura em empate técnico com o deputado federal Guilherme Derrite (PP) e com a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede). O pleito de 2026 será particularmente relevante, pois promoverá a renovação de dois terços das cadeiras do Senado, com cada estado elegendo dois novos representantes para a Casa.
A trajetória política de Tebet indica uma profunda conexão com as diretrizes do governo federal. Anteriormente, ela havia sido cogitada para disputar o governo de São Paulo, e já havia declarado publicamente sua disposição em concorrer a qualquer cargo que fosse sugerido pelo presidente, afirmando em 30 de janeiro: “Coloquei meu destino político na mão do presidente”. Essa postura reforça a estratégia do governo em posicionar figuras-chave em disputas eleitorais estratégicas pelo país.
Adicionalmente, o panorama político paulista para 2026 se completa com a informação de que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, também a pedido de Lula, será candidato ao Palácio dos Bandeirantes, sede do governo estadual, em uma disputa que promete ser acirrada contra o atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que buscará a reeleição. A movimentação de Tebet e Haddad sublinha a relevância de São Paulo nos planos eleitorais do atual governo.
Fonte: ECONOMIA – InfoMoney



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