TST CHOCA: REALITY DE VIIH TUBE PODE SER ASSÉDIO!

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) emitiu um veemente alerta através de suas plataformas digitais, destacando que a exposição de trabalhadores a situações humilhantes ou constrangedoras pode ser classificada como assédio moral. Esta importante manifestação ocorre em um momento crucial, pouco após o Ministério Público do Trabalho (MPT) confirmar o início de um procedimento investigativo. O foco da apuração recai sobre um controverso reality show idealizado pelos influenciadores digitais Viih Tube e Eliezer, envolvendo a participação de seus próprios funcionários em disputas por prêmios, levantando sérias questões sobre a conformidade com a legislação trabalhista brasileira.

A declaração do TST, embora não mencione diretamente o casal de influenciadores, reverberou fortemente na discussão pública em torno do caso. ‘Humilhação não é entretenimento. No ambiente de trabalho, inclusive no doméstico, respeito é dever’, enfatizou o tribunal em sua postagem. A corte trabalhista reforça que a submissão de empregados a condições vexatórias representa uma grave violação dos direitos fundamentais relacionados à dignidade e à integridade humana no ambiente profissional, demandando atenção e intervenção das autoridades competentes.

O programa, batizado de ‘As Patroas (e o patrão)’, propunha uma dinâmica onde 11 funcionários de Viih Tube e Eliezer competiam por um prêmio principal de R$ 20 mil, além de valores acumulados em diferentes desafios e até mesmo uma moto em uma prova específica. Com uma exibição planejada para duas vezes por semana, o reality incluía quadros como o ‘Desafio do CLT’, que coroava o vencedor como ‘patroa da semana’ com regalias escolhidas pelo público, e o ‘Lavando roupa suja’, indicando um formato de alta exposição e rivalidade entre os participantes.

A controvérsia escalou rapidamente após a divulgação de vídeos do primeiro episódio, que acabaram sendo removidos da web devido à intensa repercussão negativa nas redes sociais. Um dos momentos mais criticados envolvia Viih Tube e Eliezer escondendo moedas em locais considerados insalubres, como um vaso sanitário e uma lixeira, e filmando os funcionários enquanto tentavam resgatá-las. Em resposta a essa e outras dinâmicas questionáveis, o MPT declarou formalmente que investigará ‘possíveis condutas trabalhistas que possam ser questionadas’ a partir do conteúdo exibido, sublinhando a gravidade das acusações e a necessidade de verificação legal.

Em meio à tempestade de críticas e à investigação oficial, algumas funcionárias do casal, como a governanta Ediléia Santana, vieram a público em defesa de Viih Tube e Eliezer. Em um vídeo que circulou nas redes, Santana, acompanhada de colegas, afirmou que a participação nas atividades era voluntária e que todos estavam ‘amando’ a experiência. ‘Indignada, porque o pobre não pode ter nada, ele não pode ter oportunidade de ter nada, que vem [alguém] dar opinião onde não foi chamado, entendeu?’, desabafou Ediléia, reiterando o bom tratamento recebido dos patrões. Viih Tube, por sua vez, expressou seu amor pelos funcionários nos comentários da postagem, em um esforço para conter a crise de imagem.

Este episódio reaviva o debate fundamental sobre os limites éticos e legais na relação empregador-empregado, especialmente no contexto da crescente monetização da vida privada e profissional por influenciadores digitais. A linha tênue entre entretenimento e exploração, voluntariado e coação, dignidade e humilhação, torna-se cada vez mais difusa, exigindo uma análise rigorosa das autoridades e uma reflexão profunda da sociedade sobre as responsabilidades de quem detém poder e influência sobre terceiros, e os direitos inalienáveis daqueles que dedicam seu trabalho.

Fonte: *Google Trends*

Deixe um comentário