[VÍDEO] Bomba! Fundo Sob Investigação do PCC Desvia R$ 180 Milhões para Empresa Ligada a ‘Sicário’!

Um relatório confidencial encaminhado ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) expõe uma complexa teia de movimentações financeiras ilícitas. O fundo Gold Style, atualmente alvo da Operação Carbono Oculto, é acusado de transferir a impressionante quantia de R$ 180 milhões, entre 2020 e 2025, para a empresa Super Empreendimentos. Esta companhia, por sua vez, manteve Fabiano Zettel, cunhado do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, como diretor por três anos, de 2021 a 2024, revelando conexões familiares e corporativas que estão sob o microscópio das autoridades.

A Polícia Federal (PF) aprofundou a investigação, identificando uma ligação direta entre a Super Empreendimentos e o núcleo familiar de Vorcaro. A empresa é proprietária de uma mansão de R$ 36 milhões em Brasília, frequentemente utilizada para encontros entre o ex-banqueiro e figuras de autoridade. Paralelamente, a Justiça de São Paulo aponta o Gold Style como uma peça fundamental no esquema financeiro atribuído a Mohamad Hussein Mourad, investigado por fraudes fiscais e com fortes suspeitas de ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC). O alerta ao Coaf descreve que as operações do fundo tinham o objetivo de “ocultar beneficiários e partes envolvidas no mercado de valores mobiliários, utilizando de desdobramentos complexos”.

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), adiciona mais uma camada à trama, ao afirmar que a Super Empreendimentos serviu como a principal fonte de recursos para um grupo dedicado a monitorar e coagir autoridades, jornalistas e adversários comerciais. Além disso, a decisão judicial descreve o uso da empresa para efetuar pagamentos a integrantes da estrutura associada a Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como ‘Sicário’. Um relatório da PF detalha que ‘Sicário’ recebeu R$ 24 milhões de Vorcaro por “serviços ilícitos”, antes de cometer suicídio em março de 2026, enquanto sob custódia da corporação em Belo Horizonte (MG).

A dinâmica dos repasses é explicada pela PF, que indica Zettel e Ana Claudia Queiroz de Paiva, sócia da Super Empreendimentos, como operadores dos fluxos de caixa. Os valores saíam da Super Empreendimentos e eram direcionados para empresas de fachada controladas por ‘Sicário’, como a King Participações Imobiliárias Ltda., visando dissimular a origem e o destino do dinheiro. O alerta ao Coaf também registra transferências para outras empresas sob investigação, incluindo a BK Instituição de Pagamentos e a Aster Petróleo, que recebeu R$ 311 milhões e é considerada um dos principais focos das fraudes atribuídas ao grupo criminoso.

A investigação se estende à gestora Reag, que administra o fundo Gold Style. A Operação Carbono Oculto abrange ainda outros fundos, como Mabruk II e Hans 95, apontados como instrumentos para aquisição indireta de ativos e movimentação de recursos pelo grupo de Mohamad. João Carlos Falbo Mansur, executivo da Reag, é indicado como responsável por estruturas de ocultação de valores. Em paralelo, a Operação Compliance Zero foca em operações do Banco Master, investigando movimentações circulares que envolveram a emissão e reinvestimento de créditos, com fundos da Reag adquirindo Certificados de Depósito Bancário e um resgate de R$ 800 milhões, parte do qual retornou ao banco e outra parcela seguiu para a Super Empreendimentos, completando o intrincado ciclo.

Fonte: POLITICA – Revista Oeste

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