Em visita oficial ao Chile para participar da cerimônia de posse do novo presidente, José Antonio Kast, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) proferiu severas críticas a Luiz Inácio Lula da Silva. O parlamentar classificou como uma decisão de pouca magnitude o cancelamento da ida do petista ao país vizinho, que, segundo ele, ocorreu logo após a confirmação da presença da comitiva bolsonarista em Valparaíso.
Para o senador Flávio Bolsonaro, a ausência de Lula na solenidade presidencial chilena demonstra uma alegada incapacidade de convivência com opositores políticos. Ele argumentou que o ex-presidente estaria priorizando ‘birras pessoais’ em detrimento de relações estratégicas fundamentais com um parceiro comercial vital. Bolsonaro destacou o comprometimento de iniciativas como o corredor bioceânico, essenciais para os interesses nacionais, ao se colocar ‘uma questão pessoal, uma birra, um rancor em primeiro lugar’.
Como pré-candidato indicado pelo Partido Liberal para as eleições de 2026, Flávio Bolsonaro reiterou aos jornalistas presentes que a motivação de Lula seria pautada por ‘ódio no coração’ e rancor. Em sua declaração, o senador enfatizou que a atitude do petista o afastaria da defesa dos legítimos interesses dos brasileiros, trocando-os por questões de foro íntimo.
Ainda durante sua agenda no Chile, Flávio Bolsonaro abordou a conjuntura política brasileira, em especial a crise institucional. O senador defendeu a inocência de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, perante as acusações de suposta tentativa de golpe. Ele expressou confiança na justiça e afirmou que Jair Bolsonaro mantém-se com a mente fortalecida. ‘Vamos trabalhar para tirá-lo dessa situação o quanto antes, e a justiça será feita com o presidente Bolsonaro’, declarou.
Complementarmente, o senador manifestou agradecimento ao presidente da Argentina, Javier Milei, pela concessão de refúgio ao brasileiro Joel Borges Correa, que se encontra foragido em relação aos atos de 8 de janeiro de 2023. Flávio Bolsonaro interpretou o gesto de Buenos Aires como um sinal de esperança para outros investigados que buscam viver em ‘países democráticos’. Ele concluiu sua fala expressando a expectativa de que este seja o primeiro de muitos casos de asilo, prevendo o retorno dessas pessoas ao Brasil somente quando houver o que ele denominou ‘retorno pleno da democracia’.
Fonte: POLITICA – Revista Oeste