Aquiles Priester, renomado baterista com uma carreira marcada por passagens em bandas como Angra e Hangar, concedeu uma entrevista exclusiva ao portal TMDQA! e desvendou a tapeçaria sonora que moldou sua trajetória profissional e pessoal. Em uma revelação franca, o músico compartilhou os cinco álbuns que não apenas o influenciaram, mas verdadeiramente transformaram sua vida, apontando desde clássicos do rock nacional até obras seminais do heavy metal global. Suas escolhas, criteriosamente explicadas, destacam a genialidade e o impacto de outros bateristas que o precederam e inspiraram.
Iniciando sua lista de influências, Priester fez questão de prestar uma homenagem às raízes do rock brasileiro. Em um gesto que sublinha a profundidade de seu apreço, ele solicitou que dois marcos fonográficos fossem considerados como uma única e poderosa escolha: “O Passo do Lui”, dos Paralamas do Sucesso, e “Nós Vamos Invadir a Sua Praia”, do Ultraje a Rigor. “Foram os dois discos que me fizeram me interessar por música e por bateria”, declarou o artista, ressaltando o papel fundamental dessas obras na ignição de sua paixão musical.
Prosseguindo com a jornada através de seu panteão musical, Aquiles Priester apontou “Somewhere in Time”, do lendário Iron Maiden, como um divisor de águas. O álbum de 1986, conforme relatado pelo próprio baterista, foi o catalisador de uma epifania. “Eu falei: ‘É isso que eu quero fazer da minha vida. Eu quero tocar heavy metal, quero viajar o mundo inteiro com a minha banda’. E foi exatamente isso que eu fiz”, confessou Priester, evidenciando como a audição desse disco solidificou sua vocação e delineou o rumo de sua carreira internacional.
A lista de obras que marcaram o percurso de Priester não estaria completa sem uma menção ao impacto do Sepultura. O terceiro álbum de estúdio da banda brasileira, “Beneath the Remains”, foi destacado pelo baterista como uma influência inquestionável. A maestria de Iggor Cavalera na bateria foi especialmente enaltecida. “O Iggor [Cavalera, baterista] é inquestionável… foi o cara que abriu as portas para todos os bateras que tocam metal. Não tem como dizer qualquer outra coisa”, afirmou Priester, reconhecendo o legado de Cavalera como um pioneiro para toda uma geração de músicos do gênero.
Em uma demonstração de seu olhar apurado para a técnica e performance, Priester incluiu “Second Heat”, do Racer X, em sua seleção, sublinhando o trabalho “absurdo” de Scott Travis na bateria. Para finalizar a lista dos cinco discos que transformaram sua vida, o baterista trouxe à tona “Infra-Blue”, um álbum do guitarrista Joey Tafoya. A escolha foi motivada pela performance extraordinária de Deen Castronovo. “Eu vou citar o disco do Joey Tafoya, o ‘Infra-Blue’, que é um disco de guitarrista, mas parece que é um disco de baterista tamanha a atuação do Deen Castronovo. Um absurdo”, pontuou Priester, ressaltando a capacidade de Castronovo de elevar a bateria a um patamar protagonista.
Ao final de suas revelações, Aquiles Priester sintetizou a essência de suas escolhas com uma declaração contundente. “Esses discos não têm erro: se você ouvir qualquer um deles, você vai entender a importância que eles têm na influência do meu trabalho como baterista”, concluiu. Essa seleção não apenas oferece um vislumbre das raízes artísticas de um ícone da bateria mundial, mas também serve como um guia para compreender as múltiplas facetas que compõem a identidade musical de Aquiles Priester, um artista que continua a inspirar e a redefinir os limites da percussão no heavy metal e além.
Fonte: MÚSICA – Mais Disco Que Amigos