[VÍDEO] Música da Copa 2026: Hit Viral Criado com IA

A Copa do Mundo de 2026 testemunhou um fenômeno musical sem precedentes: a faixa “Brasil com S”, produzida por um DJ de Uberlândia (MG) com o auxílio de ferramentas de inteligência artificial, tornou-se o principal sucesso do torneio, superando a impressionante marca de 1 bilhão de reproduções em plataformas de streaming e redes sociais. Este feito notável contrasta com os altos investimentos de artistas renomados, destacando o potencial disruptivo da tecnologia na indústria musical.

O criador por trás do sucesso é Guilherme Maia, um publicitário de 31 anos artisticamente conhecido como DJ M4IA. Longe do estrelato até então, Maia utilizou a ferramenta Gemini para estruturar a letra da música, que, no estilo phonk, lista os nomes dos jogadores convocados para a seleção brasileira. A melodia cativante e o refrão fácil de memorizar geraram dancinhas e virais em diversas plataformas, provando que a simplicidade, aliada à inovação tecnológica, pode transcender barreiras linguísticas e culturais.

Lançada em 19 de março, a canção ganhou força à medida que a Copa se aproximava, rapidamente se tornando a trilha sonora de vídeos de dancinhas, imitações das comemorações dos jogadores e conteúdos temáticos da Copa. O alcance da música surpreendeu, conquistando públicos diversos, desde um grupo de idosos em Campinas até Mavie, a filha de Neymar, que apareceu dançando ao som da faixa em um vídeo que viralizou nas redes.

O sucesso de “Brasil com S” impulsionou a carreira do DJ M4IA. Ele assinou contrato com a renomada gravadora holandesa Spinnin’ Records, uma das maiores do mercado de música eletrônica. Como parte de seus novos projetos, Maia desenvolveu um álbum com 17 músicas inspiradas em outras seleções participantes do torneio, como Argentina, Espanha e Inglaterra, todas produzidas com o auxílio de inteligência artificial e projetadas para viralizar. O álbum “World Cup 2026” reflete uma nova era na produção musical.

Contudo, a ascensão da música gerou debates acalorados sobre o papel da inteligência artificial na arte. Críticos questionam se obras produzidas por IA podem ser consideradas criações artísticas genuínas. Guilherme Maia defende a tecnologia, argumentando que seu papel como produtor é direcionar, combinar e corrigir as etapas do processo criativo. No caso de “Brasil com S”, a IA estruturou a letra, encaixou os nomes dos jogadores no ritmo, gerou as vozes e reorganizou as camadas sonoras, enquanto o videoclipe oficial também foi produzido a partir de prompts em ferramentas de geração de vídeo. Este exemplo emblemático sugere que a música da Copa de 2026 não apenas reflete o espírito do seu tempo, mas também aponta para o futuro da criação artística na era da inteligência artificial.

https://www.youtube.com/watch?v=g1.globo.co

Fonte: Cultura e Arte – G1

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