Em um desenvolvimento notável, uma parcela da imprensa brasileira demonstra, subitamente, um profundo asco diante de recentes alegações de escândalos envolvendo milhões em dinheiro e conexões com o crime organizado que se aproximam do Supremo Tribunal Federal (STF). Essa manifestação de indignação surge em um contexto onde a percepção pública levanta questionamentos sobre a coerência da cobertura jornalística e a temporalidade de suas reações.
Anteriormente, essa mesma imprensa testemunhou uma série de eventos de grande repercussão, aparentemente sem o mesmo grau de repulsa. Observou-se o avanço do poder do ministro Alexandre de Moraes sobre cidadãos, discussões sobre o banimento do X (antigo Twitter) no Brasil, sanções a empresas ligadas a Elon Musk, e ameaças diretas a delatores, incluindo referências à prisão de familiares. Inquéritos sem clareza, que se expandiram para incluir críticos e desafetos, também foram acompanhados de perto.
Adicionalmente, foram notadas condenações severas após os atos de 8 de janeiro, com narrativas individuais sendo subsumidas por uma construção coletiva de ‘golpe’. Casos como o de uma mãe sentenciada a 11 anos de prisão por escrever com batom em uma estátua, a imposição de multas vultosas, congelamento de contas, cancelamento de passaportes e prisões controversas, além da trágica morte de Cleriston Pereira da Cunha sob custódia, aguardando atendimento médico, permearam o noticiário.
Contudo, é a chegada de denúncias sobre grandes somas em dinheiro vivo e ligações com resorts do crime que parece ter catalisado a atual reação de enjoo em parte da mídia. Este contraste provoca uma indagação fundamental que ressoa na esfera pública: onde estava essa aversão e oposição quando todos os eventos precedentes se desenrolavam abertamente?
A sociedade que hoje se choca com estas novas revelações não se formou de um dia para o outro. O cenário político e jurídico que se desenha foi gradualmente moldado, linha por linha, por um ambiente que incluiu o silêncio e a complacência de setores que agora expressam surpresa e indignação, sugerindo que o atual estado de coisas é um produto de um processo contínuo e observado.
Fonte: NOTICIAS – Pleno News