Chico Buarque e Silvio Rodríguez Lançam ‘Sueño con Serpientes’

O aguardado single “Sueño con serpientes”, resultado da colaboração entre os renomados artistas Chico Buarque e Silvio Rodríguez, chega ao mercado fonográfico hoje, 15 de maio. Este lançamento marca o primeiro trabalho fonográfico de Chico Buarque em três anos e é acompanhado simultaneamente por um videoclipe filmado em abril na capital cubana, Havana, sob a direção e fotografia de Francisco Proner.

A gravação da emblemática canção “Sueño con serpientes” também ocorreu em Havana, em estúdio, e foi meticulosamente produzida musicalmente pelo próprio Silvio Rodríguez. O compositor cubano lançou originalmente esta obra há 51 anos, no álbum “Días y flores” (1975), e sua parceria com Chico Buarque, amigo de décadas, reforça os laços culturais entre Brasil e Cuba.

A performance vocal de Chico Buarque no single demonstra uma voz em excelente forma, sem a sonoridade anasalada notada em participações recentes em outros álbuns. É ele quem inicia a interpretação da faixa de cinco minutos, que é inicialmente embasada pelo toque do piano de Malva Rodríguez. A voz de Silvio Rodríguez assume o protagonismo do fonograma próximo ao segundo minuto da canção.

Mais do que um simples lançamento musical, a reunião desses ícones no single tem um profundo caráter simbólico, celebrando a música e a união latino-americana. “Sueño con Serpientes”, um clássico do cancioneiro da Nueva Trova Cubana, movimento musical que emergiu no final dos anos 1960, aborda temas como a resiliência e a luta contínua por um futuro mais promissor e de ‘dias e flores’.

A beleza da gravação é enriquecida pelos talentos de músicos latinos como Frank Fernández (teclados), Jorge Reyes (baixo), Niurka González (flauta) e Oliver Valdés (bateria e percussão). Além do valor artístico intrínseco, o single “Sueño con serpientes” ganha uma dimensão ainda maior por ser lançado em um período de intensa turbulência política global, transformando os cantos engajados de Chico Buarque e Silvio Rodríguez em serenos e oportunos gritos de resistência.

Fonte: Cultura e Arte – G1

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