Corumbá, Mato Grosso do Sul, foi palco de uma tragédia que resultou na morte do soldado Marcelo Pimenta, do Grupamento Especializado Tático em Apoio Motociclístico (GETAM). O crime brutal, ocorrido durante uma perseguição, está intrinsecamente ligado a uma disputa feroz entre facções criminosas pelo controle do tráfico de drogas na região, uma área sensível de fronteira com a Bolívia.
Os acontecimentos se desenrolaram quando criminosos de uma facção atacaram a residência de um rival, conhecido como ‘Coelhinho’. Na fuga, os suspeitos, armados com fuzis e outras armas de grosso calibre, confrontaram policiais militares que tentaram abordá-los. Foi nesse tiroteio intenso que o soldado Marcelo Pimenta foi tragicamente baleado e veio a óbito, em um ato que chocou a comunidade e as forças de segurança.
Em uma resposta rápida e contundente, uma força-tarefa foi montada imediatamente, envolvendo diversas unidades de elite como o Batalhão de Choque, BOPE, Departamento de Operações de Fronteira (DOF), Grupamento Aéreo da PM, Polícia Civil, Polícia Penal, FICCO e até mesmo a Polícia Boliviana. A operação conjunta tinha como objetivo principal identificar, localizar e prender todos os responsáveis pela morte do militar.
As diligências resultaram na localização do veículo utilizado pelos criminosos e de uma casa que servia como esconderijo para um arsenal. Durante a operação, um dos suspeitos foi preso, apresentando estilhaços que serão periciados. Outro envolvido morreu após, segundo relatos da PM, tentar agredir um policial e tomar sua arma enquanto era conduzido. Uma mulher, identificada como esposa do suspeito falecido e responsável por guardar o armamento, também foi detida. Entre as apreensões, destacam-se dois fuzis calibre 5.56, uma pistola 9 milímetros e um revólver .38.
Conforme informações do comandante-geral da Polícia Militar, coronel Renato dos Anjos Garnes, os envolvidos no crime possuem ligação com o PCC e a motivação central é a disputa interna pelo domínio do tráfico de drogas na região de fronteira entre Brasil e Bolívia. Apesar das prisões e mortes, um terceiro envolvido no ataque permanece foragido, e as buscas por ele continuam intensificadas, com reforço policial permanente em Corumbá.
O soldado Marcelo Pimenta da Silva, de apenas 32 anos, ingressou na corporação em 2024 e era considerado um profissional de destaque. Sua perda é sentida profundamente, não apenas por seus colegas de farda e amigos, mas também por sua família, deixando uma filha de apenas sete anos. Sua memória é honrada como a de um policial que dedicou sua vida à proteção da sociedade.
O governador de Mato Grosso do Sul manifestou profundo pesar pela morte do soldado Pimenta, prestando solidariedade à família e aos amigos. Ele assegurou que todas as forças de segurança estão mobilizadas para garantir que os responsáveis pelo crime sejam capturados e levados à justiça, reforçando o compromisso do estado em enfrentar o crime organizado com firmeza e determinação em respeito à memória do policial e à segurança da população sul-mato-grossense.
Fonte: *Google Trends*