A 30ª edição do Cine PE chegou ao fim em Recife (PE), concluindo uma semana de celebração ao cinema e ao audiovisual pernambucano e brasileiro, marcando mais de três décadas de história do evento. A noite de encerramento foi palco para a premiação de diversas produções, incluindo um suspense fantasmagórico do Distrito Federal, um hilário documentário de Olinda (PE), um thriller de São Luís (MA) e uma ficção distópica carioca.
O festival também prestou homenagens a figuras proeminentes da indústria, como a atriz Claudia Abreu e os irmãos Gullane. Uma homenagem particularmente emocionante foi dedicada ao idealizador do Cine PE, Alfredo Bertini, que faleceu durante o evento devido a complicações de um transplante de fígado.
O filme mais premiado da noite foi o longa-metragem “Mapas”, proveniente do Distrito Federal. A produção, dirigida por Rafael Lobo, que explora as lendas da capital federal sob uma ótica fantasmagórica, conquistou um total de cinco estatuetas Calunga: Melhor Direção, Melhor Ator, Melhor Montagem, Melhor Edição de Som e o Prêmio Especial do Público.
A cerimônia também reconheceu o curta-metragem “Mercado Central” (MA), protagonizado, escrito e dirigido pela cineasta maranhense Tássia Dhur. Carinhosamente descrito pela crítica como “o filme mais esquisito do festival”, a produção foi premiada nas categorias de Melhor Fotografia, Melhor Direção de Arte, o Prêmio Especial do Público e o da Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine). Outro destaque foi o documentário cômico “Os Arcos Dourados de Olinda”, que levou os prêmios de Melhor Roteiro, Melhor Montagem e Melhor Filme.
Entre os longa-metragens, foram evidenciados “Resta Um”, uma ficção científica com Caco Ciocler que marca a estreia de Fernando Ceylão na direção; e “A Fabulosa Máquina do Tempo”, um documentário que surge da experiência de uma jornalista com crianças de um município do interior do Piauí, que superaram a miséria através de projetos sociais.
Em 2026, o Cine PE celebrou seus 30 anos, consolidando-se como um marco da presença pernambucana no cinema nacional e internacional. Durante esta edição, foram homenageados a atriz Claudia Abreu, cujo primeiro trabalho no cinema foi em “Tieta do Agreste” (1996); os filmes “Baile Perfumado” (1996) e “O Cangaceiro” (1997), clássicos do cinema local; e os irmãos Caio e Fabiano Gullane, à frente de uma das maiores produtoras audiovisuais do país.
A trigésima edição também prestou uma homenagem póstuma e trágica ao idealizador do festival, Alfredo Bertini. O economista e apaixonado pela sétima arte, que enfrentava um câncer, veio a falecer na última quinta-feira (4/6), aos 65 anos, em consequência de um transplante realizado no dia anterior.
A equipe do Cine PE expressou seu pesar em comunicado nas redes sociais: “Alfredo Bertini deixou uma trajetória consolidada na vida pública para se dedicar à construção de um projeto que mudaria para sempre a história do audiovisual pernambucano e nacional. Dessa coragem nasceu o CINE/PE, um festival que ajudou a revelar talentos, promover encontros e fortalecer o cinema brasileiro.”
Fonte: Entretenimento – Metropoles