Uma pesquisa PoderData, divulgada nesta segunda-feira, 8, revelou que uma parcela significativa da população brasileira atribui ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a responsabilidade por supostas irregularidades no caso Master. De acordo com o levantamento, 48% dos entrevistados que afirmam ter conhecimento sobre o episódio responsabilizam a atual gestão federal por ter permitido as ilegalidades. Em contrapartida, 32% dos participantes apontam o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) como o principal responsável, enquanto 20% declararam não saber quem seria o principal culpado.
A pesquisa também mensurou o nível de conhecimento dos brasileiros sobre o escândalo financeiro envolvendo o Master. Os dados indicam que 54% dos entrevistados afirmam estar cientes do caso, enquanto 44% declaram desconhecer os fatos. Apenas 2% preferiram não se manifestar sobre o assunto. O Master foi alvo de uma intervenção do Banco Central em novembro de 2025, resultando na sua liquidação devido à identificação de graves irregularidades financeiras. O desenrolar do caso culminou na prisão de Daniel Vorcaro, ex-controlador da instituição.
Além das questões relacionadas ao caso Master, o estudo do PoderData aprofundou-se na percepção dos eleitores acerca da corrupção no país durante o terceiro mandato de Lula. Os resultados mostram que 47% dos participantes avaliam que a corrupção aumentou desde o retorno do petista ao Palácio do Planalto, uma leve oscilação de dois pontos percentuais para baixo em comparação com a pesquisa anterior, divulgada em janeiro. Por outro lado, 21% acreditam que o nível de corrupção diminuiu no mesmo período, um aumento de três pontos percentuais em relação a janeiro. Outros 28% afirmam que a situação permaneceu inalterada, e 5% não souberam responder.
O levantamento PoderData foi realizado com 2,5 mil pessoas entre os dias 30 de maio e 1º de junho. A pesquisa apresenta uma margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e um nível de confiança de 95%. É importante salientar que, por não se tratar de um estudo de intenções de voto, o PoderData não foi registrado junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Fonte: POLITICA – Revista Oeste