Classificação de facções pelos EUA gera controvérsia

A recente decisão do governo americano de classificar as facções criminosas brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas provocou uma intensa reação e uma “gritaria geral” no Brasil. A medida gerou uma defesa surpreendentemente feroz por parte de diversas autoridades nacionais, questionando o posicionamento diante da gravidade da atuação desses grupos.

A discussão centraliza-se na percepção de como é possível defender o indefensável, dado o contexto em que a população brasileira vive sob o terror dessas facções. Cidadãos em comunidades, especialmente em áreas urbanas, são diariamente aterrorizados por criminosos armados com fuzis, que impõem suas próprias regras, intimidam pessoas de bem e exercem um controle social total. Essa situação é agravada pela notável ausência do Estado em muitas dessas regiões, exemplificada por decisões judiciais, como a que impediu a atuação policial em morros cariocas, por um ministro do Supremo Tribunal Federal, minando a soberania estatal.

Os grupos criminosos não apenas ditam normas, mas também operam os chamados ‘tribunais do crime’, onde execuções são realizadas com uma naturalidade chocante, frequentemente documentadas em vídeos que circulam globalmente. Essa realidade tem contribuído para uma imagem internacional do Brasil, por vezes comparado a uma ‘republiqueta de bananas’, onde a lei e a ordem são constantemente desafiadas, e a população se vê impotente diante dessa situação.

Nesse cenário, condenar a iniciativa do governo dos EUA de designar o crime organizado brasileiro como terrorista é visto por muitos como uma defesa do indefensável. A medida, por outro lado, tem sido amplamente aplaudida pela maioria dos cidadãos brasileiros, que se sentem oprimidos e prisioneiros em suas próprias casas, buscando desesperadamente uma resposta eficaz à violência e ao domínio das facções.

O autor do texto, Marco Feliciano, pastor e deputado federal por São Paulo em seu quarto mandato, conclui sua análise expressando gratidão a figuras como o ex-presidente Donald Trump. Feliciano atribui a Trump a restauração das tradições judaico-cristãs no Ocidente, posicionando-o como um contraponto ao que ele descreve como ‘socialismo ateísta’ e ‘fundamentalismo’, que, segundo sua visão, ameaçam a convivência e buscam a ‘exterminação’ de pensamentos divergentes. O deputado, também escritor, cantor e presidente da Assembleia de Deus Ministério Catedral do Avivamento, finaliza sua reflexão com uma invocação de bênçãos celestiais.

Fonte: NOTICIAS – Pleno News

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