A Fiat está agitando o mercado automotivo europeu com a iminente chegada de uma versão Abarth para o Fiat Grande Panda, veículo que será conhecido como Argo no Brasil. Esta movimentação é duplamente significativa, pois não apenas expande a linha do futuro Argo, mas também marca o aguardado retorno da Abarth aos motores a combustão no Velho Continente, após um período de foco exclusivo em veículos elétricos.
As informações, apuradas e divulgadas pelo renomado site Autocar, indicam que a montadora já está em estágios avançados de desenvolvimento para esta versão Abarth do Grande Panda, embora a aprovação final para a produção ainda esteja pendente. Atualmente, a marca do escorpião oferece na Europa apenas os modelos elétricos 500 e 600 em sua linha Abarth. O Grande Panda, cujo lançamento está previsto para 2025, é construído sobre a arquitetura Smart Car da Stellantis, que permite uma vasta gama de motorizações, incluindo gasolina, elétrica e híbrida, adaptando-se às necessidades de cada mercado.
A decisão de reintroduzir um motor a combustão na linha Abarth europeia parece estar alinhada com os planos de crescimento da Fiat e a necessidade de revitalizar as vendas da Abarth, que registraram uma queda significativa de 1.027 unidades em 2024 para apenas 291 no ano passado no Reino Unido, período em que o 595 a combustão foi descontinuado. Esta estratégia visa atender à demanda de clientes que buscam a tradicional “experiência de condução pura” e o “som” característicos da marca.
Executivos da Fiat e Abarth corroboram essa visão. Gaetano Thorel, chefe da Abarth e da Fiat Europa, afirmou à Autocar: “Certamente, vamos aproveitar o legado da Abarth em algo mais. É tudo o que podemos dizer agora.” Olivier François, CEO da Fiat e da Abarth, complementou: “Estamos bem cientes de que os clientes da Abarth também querem o som e a experiência de condução pura, por isso estamos buscando maneiras de satisfazer esses clientes.” No Brasil, a Abarth já mantém sua presença forte com as versões esportivas do Pulse e do Fastback, demonstrando seu sucesso em mercados onde a combustão ainda é protagonista.
Fonte: AUTOMOVEIS – Quatro Rodas