A Polícia Civil do Rio de Janeiro iniciou investigações sobre a trágica morte de Mariana Tanaka Abdul Hak, de 20 anos, filha de diplomatas, que veio a óbito no domingo (17), um dia após ter sido atropelada no bairro de Ipanema, Zona Sul da capital fluminense. O corpo da jovem será posteriormente transferido para São Paulo, aguardando liberação do Instituto Médico Legal (IML) da cidade.
O acidente ocorreu em circunstâncias chocantes, segundo relatos de testemunhas. O motorista de uma van perdeu o controle do veículo ao tentar desviar de um ciclista, invadindo a calçada na movimentada esquina das ruas Vinicius de Moraes e Visconde de Pirajá. Mariana, que havia desembarcado no Rio poucas horas antes do ocorrido, estava entre os pedestres atingidos.
Além de Mariana, outras duas pessoas ficaram feridas no atropelamento: a mãe da jovem, Ana Patrícia Neves Abdul Hak, cônsul-adjunta do Brasil em Buenos Aires, e um homem cuja identidade não foi revelada. Ambos foram prontamente atendidos no Hospital Municipal Miguel Couto, onde receberam os cuidados necessários e já tiveram alta.
A vida de Mariana, que se preparava para um novo capítulo profissional no Brasil, foi abruptamente interrompida. Formada em Administração de Empresas pela ESCP Business School, em Turim, a jovem passou aproximadamente dez anos vivendo no exterior e planejava assumir um cargo em uma multinacional brasileira. As cerimônias de velório e sepultamento estão previstas para a quinta-feira (21).
Em um depoimento emocionado à TV Record na saída do IML, Ibrahim Abdul Hak Neto, pai de Mariana e assessor especial da Presidência da República para temas de paz e segurança, expressou sua profunda dor. “Ela estava no momento áureo da vida, interrompido violentamente no mesmo dia em que chegou ao Rio”, lamentou. Ele enfatizou a importância de não banalizar tais perdas: “As histórias de vida abreviadas dessa forma não podem se tornar corriqueiras. Nenhuma vida pode ser banalizada. É muito difícil.”
A investigação policial segue em andamento. O motorista da van foi submetido a testes de bafômetro e drogas, cujos resultados foram negativos. Após prestar depoimento, ele foi liberado e responderá ao processo em liberdade. O veículo envolvido no acidente foi apreendido para perícia. O caso está registrado e sendo investigado pela 14ª Delegacia de Polícia (DP) do Leblon, que busca esclarecer todas as circunstâncias do trágico atropelamento.
Fonte: BAND JORNALISMO